Entrevista | 16-09-2010 10:35

“Faço política desde novinha”

Não costuma dar muitas entrevistas a jornais. Foge das luzes da ribalta?Dou entrevistas quando me as pedem e de acordo com o projecto em que estou envolvida. Ou então no âmbito de alguma questão relacionada com os pelouros que tenho. Porque acho que entrevistas só fazem sentido quando estamos envolvidos num trabalho e que a comunicação social manifeste interesse em saber o que se passa. Não me vão ver a oferecer-me para entrevistas porque não tenho feitio para isto. No caso da organização Festival de Estátuas Vivas justifica-se a entrevista.Relativamente ao festival, o meu entusiasmo deriva do facto de ser professora, ter o pelouro da Educação e acompanhar, desde o início, o Projecto “Máquina do Tempo”. Por outro lado, também estou desde o início na candidatura da Rota “Mosteiros Património da Humanidade” (e este Festival vai fazer parte dessa rota) que começou a ser desenvolvido, com o IGESPAR, em 2007. Não é muito difícil para mim encaixar um evento desta natureza naquilo que são os objectivos da rota. Foi uma questão muito batalhada. Gosto muito de interligar projectos. Considero que é um erro quando, dentro da mesma instituição, os projectos estão descoordenados. Ninguém faz nada sozinho. Está numa câmara onde duas forças políticas (PSD e PS) estão a partilhar o poder. Há um ano imaginava-se a trabalhar num executivo em coligação?É evidente que está a colocar-me a questão em termos partidários. Mas, em termos de trabalhar com pessoas de outras áreas, a mim nunca me incomodou nada. Estive 16 anos à frente de uma escola. Quando se trabalha, não quero saber de que cor política é que são as pessoas. Claro que não sou ingénua e sei que cada força política tem os seus objectivos, a sua maneira de ver as coisas. Interessa-me, sobretudo, que haja respeito pelos projectos e pelas instituições. Respeito muito as instituições. Se temos uma parceria, temos que ir para a frente e sempre com respeito mútuo. Porque também exijo ser respeitada. Claro que não há objectivos definitivos e os projectos vão mudando mas há algo que considero é que todos os parceiros devem contribuir para que os mesmos sigam para a frente. As instituições não têm cor, as pessoas é que têm cores partidárias.E a vereadora Rosário é militante do PSD?Não, sou independente.Esta coligação foi uma boa solução, face aos últimos resultados eleitorais que deram uma maioria relativa ao PSD?Como acabei de lhe responder, sou independente. No entanto, estou e assumo que estou há vários anos, em listas do PSD. Sou independente mas apenas porque não tenho um cartão do partido. Em relação à tomada de posição sobre coligações, são aspectos que são considerados a nível partidário, de concelhias. Quem não gostar que se vá embora. Quando vim, em 2005, foi para ocupar o cargo de chefe de gabinete do então presidente da câmara, António Paiva, embora estivesse na assembleia municipal. E foi ele que me convidou para estar na lista do executivo. Gosto do trabalho que estou a fazer.Foi parar à política por acaso?Não, eu faço política desde novinha. Não fazia era política em Tomar. Faço política desde os tempos em que era estudante do ensino secundário. Andei metida nos movimentos associativos e em Lisboa fazia política, antes de ser professora. Em Tomar comecei por ser, no primeiro mandato do PSD, primeira secretária da assembleia municipal em 1998. Dei aulas de Matemática até 2002. Fui chefe de gabinete do presidente António Paiva e em 2005 concorro em terceiro lugar na lista do PSD às eleições autárquicasRevê-se nas posições tomadas pelo seu colega de vereação, Luis Ferreira, no caso Lobo Antunes?Não vou comentar isso. Devo dizer-lhe é que tenho muita pena que o escritor não tenha vindo cá. Por acaso até gosto do escritor, embora isso seja subjectivo para esta questão. Espero que um dia possa voltar a visitar Tomar e falar dos livros dele por exemplo, na biblioteca municipal. Como responsável pela biblioteca terei muito gosto em recebê-lo seja no lançamento de um livro seu, seja noutra ocasião.A concelhia do PSD veio a público repudiar essa actuação, considerando o comportamento do vereador socialista como “chocante”. Está solidária com essa tomada de posição?Como disse sou independente e, portanto, acho bem que a comissão política diga o que acha mas eu não vou mesmo comentar isso. Leio os jornais mas não comento. Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE esta quinta-feira.

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