Entrevista | 31-12-2013 07:37

Um ribatejano de sucesso na academia de talentos do Sporting

Um ribatejano de sucesso na academia de talentos do Sporting

Nasceu há 38 anos, no Tramagal, mas viveu até aos 18 anos na aldeia de Santa Margarida da Coutada, no concelho de Constância. Chama-se Telmo Costa, é licenciado em educação física com a especialização em treino de futebol e tem o mestrado em psicologia do desporto e o curso de treinador de terceiro grau. Foi jogador nas camadas jovens do Tramagal Sport União e é actualmente treinador principal da equipa de juvenis do Sporting Clube de Portugal. Antes treinou a equipa de juniores dos leões sagrando-se campeão nacional. O MIRANTE foi a Santa Margarida para conversar com o ribatejano que ajudou a formar jogadores como Nani, Rui Patrício e William Carvalho, entre muitos outros.

Como foi a sua carreira enquanto jogador de futebol?Joguei nas camadas jovens do Tramagal Sport União e ainda cheguei a jogar nos seniores, mas foi antes de ingressar na universidade. É o clube da minha zona, que infelizmente viveu momentos muito conturbados. Vejo com agrado que voltou com o futebol sénior e que mesmo o futebol jovem está no bom caminho. É necessário que as pessoas façam um trabalho em profundidade nas camadas jovens de modo a que no futuro sejam essas camadas a abastecer as equipas de seniores.Quer dizer que não perdeu o contacto com o futebol do distrito de Santarém?Não por completo. Vou lendo sempre algumas coisas na imprensa regional. Vejo com pena que as coisas estão cada vez pior. O panorama é mesmo "assustador". Quando vemos um clube carismático como é o Fátima a viver um momento muito difícil é no mínimo preocupante. Mas pelo que vejo o panorama geral é muito mau. Penso que é tempo dos desportistas da região pararem e fazerem uma reflexão profunda para ver se há ou não hipóteses de alterar a situação. Na minha opinião, a solução passa pelo aproveitamento da formação.Acredita que se faz uma boa formação no distrito de Santarém?Acredito. Conheço bem as escolas de formação da Académica de Santarém, CADE, União de Tomar e também do Cartaxo. Não é por acaso que daí vêm alguns jogadores para o Sporting e para outros clubes de grande dimensão. Penso mesmo que se trabalha melhor na formação do que nos seniores.Mas o que falta aos clubes regionais também falta aos grandes, que são obrigados a vender as suas pérolas para poderem sobreviver?É verdade. Mas falando do Sporting, que é o meu clube e que conheço por dentro, a missão é mesmo essa. A aposta é na formação de jogadores para os seniores e também para rentabilizar. Por isso foi criada a Academia, onde existem todas as condições para formar jogadores e homens. É das melhores escolas do mundo. Temos provado isso da melhor maneira e não só com os títulos conquistados. Por exemplo, o ano passado a maioria dos capitães das selecções nacionais jovens eram jogadores do Sporting.Isso também tem a ver com a forma como é feito o recrutamento?O recrutamento e o acompanhamento. Não estamos só preocupados em formar jogadores, queremos que eles sejam homens de bem, independentemente de virem ou não a ser grandes jogadores. Fazemos avaliações trimestrais, do carácter, comportamento, na escola e na Academia e tomámos decisões. Mas nesta altura as academias estão cheias de jogadores estrangeiros.Na Academia do Sporting nem tanto. Existem alguns jovens que vêm de outras partes do mundo, mas a esmagadora maioria é portuguesa e em grande parte são eles que nos procuram, porque querem aprender na melhor escola de Portugal e numa das melhores do Mundo.O comportamento dos jovens é seguido ao pormenor?Temos aí uma grande prioridade. Se um jovem não se comporta bem no clube, se não avança nos estudos ou se tem um mau comportamento na escola é castigado. É castigado como?Primeiro é chamado à psicóloga e à professora que os acompanha. Na equipa joga menos e fica a saber que é por causa do seu comportamento. Em último caso pode mesmo ter que deixar o clube. ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO SEMANAL EM PAPEL

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