Entrevista | 25-08-2015 00:09

A doença não lhe afectou a paixão pela fotografia

A doença não lhe afectou a paixão pela fotografia

Com o infortúnio da doença, que o atirou para a cama do hospital onde esteve 28 dias em coma, as forças concentraram-se em recuperar alguma qualidade de vida.

Hilário David é um fotógrafo amador fora do comum. Capta os instantes com a mão esquerda, não porque seja canhoto mas porque não pode utilizar o braço direito devido a um acidente vascular cerebral (AVC) durante a noite de 22 de Julho de 1996. O empresário de Almeirim, tinha 26 anos e hoje, aos 45 anos, continua a ter na arte de fotografar um escape, mostrando que com força de vontade é possível ultrapassar as limitações. Não só as físicas, como as de não existirem máquinas no mercado preparadas para a mão esquerda.O gosto pela fotografia surgiu ainda na adolescência, numa época em que só existiam máquinas de rolo. Sempre foi um autodidacta e tudo o que sabe sobre fotografia foi aprendendo com a prática e a ler manuais técnicos. Teve a sua primeira máquina fotográfica aos 16 anos: uma Pratika, comprada em segunda mão. Essa máquina acompanhou-o durante vários anos, inclusive na passagem na tropa como pára-quedista. Na tropa captou centenas de saltos de pára-quedas, que vendia aos oficiais depois de as revelar em Almeirim ao fim-de-semana. Também gostava muito de fotografar provas de motocross ou não fosse um jovem apaixonado por motas. Quando saiu do serviço militar comprou uma máquina digital.Com o infortúnio da doença, que o atirou para a cama do hospital onde esteve 28 dias em coma, a paixão da fotografia ficou adiada e as forças concentraram-se em recuperar alguma qualidade de vida. Quando acordou do coma não falava e a parte direita do corpo estava imóvel. Seguiram-se uma série de complicações, operações e longos internamentos em hospitais. Apesar das poucas esperanças por parte dos médicos, Hilário nunca desistiu de lutar. Fez mais de três anos de fisioterapia, reaprendeu a falar e a andar. "Chegou uma altura em que tive de me dar por vencido e aceitar as coisas tal como elas são", confessa.* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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