Entrevista | 14-11-2015 02:02

"A Barquinha precisa de sangue novo na liderança autárquica"

"A Barquinha precisa de sangue novo na liderança autárquica"

Luís Valente é um homem multifacetado com responsabilidades repartidas por vários sectores de actividade.

É o único vereador da oposição na Câmara da Barquinha. Representa uma responsabilidade acrescida para si?Sim, porque represento todos aqueles munícipes que não se revêem no actual poder político na câmara. Procuro exercer essa responsabilidade com isenção do ponto de vista partidário e tomo as decisões que julgo serem mais assertivas em consciência.É difícil esse trabalho solitário, já que é o único vereador da oposição à maioria?É difícil, mas nunca me senti marginalizado pelo restante executivo.Dão-lhe acesso a toda a informação e documentação?Aquela que tenho solicitado, com mais ou menos resistência, tenho tido acesso. E há um conjunto de processos a decorrer para os quais já tenho autorização para consulta. Concebo o executivo como um bloco. Sou um vereador eleito por outro partido mas vejo o executivo como um bloco. O concelho da Barquinha tem sido bem gerido?Venho a dizer isto desde a campanha eleitoral: acho que há muitas lacunas e que sangue novo era muito importante. Porque tem menos vícios. O que me parece é que, com pouco, pode-se fazer mais. O dinheiro que vem para o concelho é escasso, é verdade. Mas temos de nos comparar com municípios de igual valia, como Constância, Chamusca ou Golegã, que têm dimensão semelhante. Por exemplo, em Vila Nova da Barquinha temos uma zona industrial com uma localização fantástica que devia ser mais incentivada. Defendi que a derrama para as empresas do concelho devia ser zero. Era um incentivo ao investimento. E a câmara aceitou e este ano voltou a isentar. São pequenos mas importantes contributos para o desenvolvimento global do concelho. O turismo náutico, num concelho banhado por dois rios, está bem aproveitado?Esse é outro exemplo. Não posso olhar para uma empresa que faz turismo náutico, que, entre aspas, usa todo o território do Tejo que banha Vila Nova da Barquinha e que não fique nenhuma fatia de riqueza no concelho em relação a essa exploração comercial.O que defende nesse capítulo?Se fosse presidente de câmara procurava identificar quem eram os donos dessas empresas e dar-lhes condições para que pudessem sediar-se no concelho de Vila Nova da Barquinha, criando postos de trabalho. Temos outras áreas, os ditos clusters, como o da madeira, que poderiam ser exploradas e incentivadas. O turismo náutico não está condicionado pelo facto de em boa parte do ano o Tejo não ter um caudal minimamente aceitável?Acho que nunca ninguém deixou de descer o rio por falta de água. Mas dá-me muita pena ver a ilha do castelo de Almourol progressivamente a deixar de ser ilha e a ter acesso pedonal. Não consigo conceber essa ideia e aceitá-la de braços cruzados. A água é um problema que o município não consegue gerir sozinho. A questão tem também a ver com a gestão das albufeiras, com a gestão do açude no Tejo em Abrantes… Há questões que se deviam ter colocado há alguns anos.NOTÍCIA DESENVOLVIDA NA EDIÇÃO SEMANAL EM PAPEL

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