"Deve haver uma indicação do PS local para eu ser invisível"
Vereador Francisco Matias (CDU), fiel da balança na Câmara da Chamusca, critica "máquina socialista".
O MIRANTE publica na próxima edição semanal uma entrevista com o vereador da CDU na Câmara da Chamusca, Francisco Matias, candidato derrotado pelo PS em 2013 e que hoje colabora no executivo com os socialistas, a quem deixa algumas críticas.
Francisco Matias é uma espécie de fiel da balança no executivo da Câmara Municipal da Chamusca, com um pé no poder, enquanto vereador com pelouros delegados, e outro na oposição, porque não é do partido que gere a autarquia, o PS. O equilíbrio, reconhece, não é fácil.
O homem que foi vice-presidente da autarquia durante 15 anos critica os socialistas por protelarem a discussão de temas estratégicos e exagerarem na propaganda, queixa-se de falta de informação sobre alguns dossiês e diz que a máquina do PS por vezes emperra a gestão autárquica e tem dificuldade em aceitar opiniões diferentes. Mesmo assim está disposto a manter o entendimento até ao fim do mandato, mas não a qualquer preço.
Nessa entrevista, diz que é fácil o entendimento com o presidente, Paulo Queimado (PS), mas o mesmo já não se passa com a vice-presidente Cláudia Moreira, um dos rostos da “máquina socialista” que critica.
Francisco Matias, que foi o homem das finanças municipais durante vários anos, mostra também a sua preocupação com o forte investimento nos festejos da Semana da Ascensão deste ano. “Estamos preocupados, porque já passámos anteriormente por uma fase de deslumbramento. Não soubemos parar num determinado momento. Reconhecemos isso. Éramos também muito solicitados por todos, incluindo a oposição que era um grande acelerador desse investimento. De facto, houve um excesso. Quanto à Semana da Ascensão deste ano, só conhecemos uma parte dos valores mas já dá para perceber que há um investimento muito maior. Terá sustentabilidade? Vamos ver”, disse.
* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.


