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Entrevista | 13-03-2017 09:31
“Os líderes devem escolher as suas equipas”
SANTARÉM
Susana Pita Soares está disponível para continuar a trabalhar com o presidente Ricardo Gonçalves e critica a concelhia do PSD por querer impor nomes para a lista.

Vice-presidente da Câmara de Santarém, Susana Pita Soares (PSD), está disponível para continuar a trabalhar com o presidente Ricardo Gonçalves e critica a concelhia do PSD por querer impor nomes para a lista. Esse é um dos tópicos da entrevista a publicar na próxima edição semanal de O MIRANTE.

Depois de quase quatro anos como vice-presidente da Câmara de Santarém está disponível para continuar a dar o seu contributo no próximo mandato?

Estou sempre disponível para dar o meu contributo em prol do serviço público e dos projectos em que acredito. E acredito no projecto liderado pelo presidente Ricardo Gonçalves e na equipa que ele sabiamente conseguiu construir e manter coesa ao longo deste mandato. Foi com eles que vesti a camisola em 2013, abraçando um desafio que se afigurava difícil e tenho hoje o mesmo entusiasmo pelo trabalho.

Como vê este processo interno no PSD para elaboração da lista à Câmara de Santarém, sabendo-se que há algumas resistências quanto à continuidade da actual equipa de vereadores, até pela imposição, por parte do partido, do presidente da concelhia para número dois? Um lugar que, aliás, foi seu em 2013.

Vivo a situação com tranquilidade e confiança plena naquilo que será a capacidade de decisão do presidente Ricardo Gonçalves e com a serenidade de quem tem a consciência tranquila. Sinto que trabalhei estes três anos e meio com dedicação e empenho em prol das pessoas.

Essas divergências internas não podem ter reflexos negativos nas urnas em relação àquilo que são os interesses do seu partido (PSD)?

Sou uma pessoa crítica no meu partido e que não gera em seu torno grande unanimismo ou simpatias totais. Acredito que se toda a gente, ao longo da vida, gostar muito de nós é porque alguma coisa está errada. Como tenho por hábito dizer aquilo que penso nos momentos em que sinto que o devo fazer, granjeei ao longo dos tempos alguns anti-corpos, algumas antipatias dentro do meu partido. Curiosamente, creio que não por aquilo que tenha feito em termos de intervenção cívica ou de trabalho autárquico mas por aquilo que represento em termos de frontalidade e de não aceitar um conjunto de coisas em que não me revejo.

Encara com naturalidade a indicação do presidente da concelhia do PSD, José Gandarez, para número dois da lista?

Não! Entendo que há regras nos partidos e que naturalmente a comissão política e o seu presidente têm o direito, do ponto de vista estatutário ou por tradição, enfim, a indicar nomes. Mas neste caso os dois primeiros candidatos eleitos à câmara são militantes do PSD há muitos anos e creio que honrámos a confiança das pessoas que votaram em nós, sem termos beliscado em nada a dignidade do partido, que sempre defendi. Além disso, pessoalmente não me sentiria confortável num projecto em que o meu nome fosse imposto por uma questão de hábito ou tradição. Sempre defendi que os líderes devem escolher as suas equipas.

Ricardo Gonçalves já disse que gostaria de continuar com a actual equipa.

Eu também gostava de continuar com a actual equipa liderada por ele.

* Entrevista completa na edição semanal de O MIRANTE.

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