Opinião | 09-10-2013 17:32

Moita Flores e os amigos

Francisco Moita Flores fez História em Santarém ao dar uma entrevista ao jornal O Ribatejo 15 dias antes das últimas eleições autárquicas onde só falta chamar “Pai de Santo” a Ricardo Gonçalves.

Francisco Moita Flores fez História em Santarém ao dar uma entrevista ao jornal O Ribatejo 15 dias antes das últimas eleições autárquicas onde só falta chamar “Pai de Santo” a Ricardo Gonçalves. Moita Flores deixou Ricardo Gonçalves no seu lugar de presidente de câmara mas por razões que não consegue explicar em quatro páginas de entrevista ao referido jornal resolveu acusá-lo publicamente de não ter cabeça para a herança que lhe deixou entre muitas outras acusações que pareciam uma confissão bêbeda.Para um homem que se diz franciscano e de bons costumes convinha perceber que razões o levaram a querer contribuir para a derrota política do homem que deixou no seu lugar e que o libertou para outras guerras políticas que abraçou com grande empenho.Tendo em conta a vitória anunciada de Ricardo Gonçalves, já que as sondagens do PS e do PSD nunca foram muito divergentes, e deram sempre a vitória a Ricardo Gonçalves, Moita Flores julgou-se com capacidade para intervir no processo eleitoral em Santarém dizendo “cobras e lagartos” de Ricardo Gonçalves para prejudicar, ou atropelar, a vitória que parecia cantar-lhe desde que assumiu a candidatura. E que acabou por se confirmar com uma votação que quase chegava à maioria absoluta.Moita Flores saiu derrotado da tentativa de minimizar Ricardo Gonçalves e acabou também perdedor no concelho de Oeiras onde, durante a campanha eleitoral, só faltaram tiros de pistola para animar a festa.Não vi até agora nenhum sinal de arrependimento sobre declarações tão infelizes de alguém que saiu a meio do mandato para ir cuidar da sua vidinha. Por entender que a História não pode ser contada só por uma parte deixo aqui este registo para mais tarde recordar. Moita Flores é muito mais de fazer inimigos do que de fazer amigos. Mas engana muito bem. Tiro-lhe o meu chapéu de provinciano e ribatejano charnequenho. JAE

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