Opinião | 23-12-2013 16:59

A sorte grande da Joana

Comecei a manhã de trabalho de uma sexta-feira passada com um encontro cara a cara com Antonio José Seguro na sede da NERSANT em Torres Novas numa reunião com o Conselho Geral da associação.

Comecei a manhã de trabalho de uma sexta-feira passada com um encontro cara a cara com Antonio José Seguro na sede da NERSANT em Torres Novas numa reunião com o Conselho Geral da associação. Querem saber o que achei do encontro ? Não digo! Se ouviram os noticiários das televisões é porque já sabem. Saí a correr de Torres Novas para Constância onde Paulo Portas e Pires de Lima apadrinharam mais um grande investimento de Paulo Fernandes, o homem forte do “Caima” e da “Cofina”, um dos maiores grupos de comunicação social do país. Querem saber o que penso do que vi e ouvi ? Não digo! Mas deixo uma citação de uma entrevista recente do Miguel Esteves Cardoso ao “Expresso”; “ O Portas ainda vai mandar nesta merda”.Saí a correr de Constância e fui editar um texto e um vídeo a Santarém a propósito de uma conversa entre Portas e Maria do Céu Albuquerque que apanhei no momento certo. Uma hora depois estava a caminho de Lisboa para assistir ao primeiro painel de um encontro de jornalistas que estava a decorrer na Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa. Aproveitei o lanche que me acompanha quase todos os dias e pelo caminho servi-me dele para almoço. Eram quase seis da tarde quando abandonei o congresso e fui a correr para o ISEC para o lançamento do livro de José Fidalgo que tem a chancela de O MIRANTE. Casa cheia e um orgulho enorme por fazermos parte do projecto que dá visibilidade à primeira tese de mestrado em gestão autárquica daquela universidade. Saí às oito e meia e fui fazer vinte piscinas ali a dois passos onde também vou noutras alturas menos stressadas. Às dez e meia estava a comer um prego e um sumo de frutas. Uma hora e meia depois fui ao cinema ver o filme “Hannah Arendt” no cinema Monumental. Eram duas da manhã quando entrei num terceiro andar, ali para os lados do Largo da Estefânia, e puxei três passas do meu cachimbo que me deixaram bêbado. Adormeci com um livro no peito sem saber de que terra era.P.S. Não me lembro de quantos sinais azuis passei, em infração, ao longo deste dia; nem de quantos telefonemas fiz e recebi; nem de quantas vezes disse a palavra “cacete”. Mas lembro-me de a Joana me ter ligado a meio do dia e gritado:” pai, saiu-nos a sorte grande”. Tantas semanas passadas já nem me lembro que “sorte grande” foi. JAE

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