Política | 26-04-2006 16:25

Águas do Ribatejo originam guerra de comunicados

A concelhia de Santarém do PSD diz que se o projecto da empresa intermunicipal Águas do Ribatejo fracassar “não será por culpa do executivo PSD da Câmara Municipal de Santarém”.Em comunicado emitido como resposta a uma nota de imprensa da concelhia socialista, o PSD/Santarém diz que “as negociações particulares de cada município nunca poderão pôr em causa a solidariedade que deve existir entre municípios”. E recorda que as contrapartidas negociadas isoladamente pelo presidente da Câmara de Santarém, Moita Flores (PSD), com o consórcio que foi escolhido para parceiro privado da empresa de águas e saneamento, não prejudicam os outros municípios. “O caderno de encargos e o plano de investimentos permanece exactamente igual ao que foi estipulado e aceite pelos outros municípios aderentes”, lê-se no comunicado.Recorde-se que o anúncio por Moita Flores de alegadas contrapartidas garantidas para Santarém junto do consórcio privado liderado pela empresa espanhola Aqualia caiu muito mal junto de alguns presidentes de câmara da Comunidade Urbana da Lezíria do Tejo (CULT). O PS de Santarém fala numa “possível quebra de solidariedade e de respeito pelos restantes municípios que integram a CULT” que, na sua óptica, “podem conduzir Santarém a um isolamento indesejável”.Os socialistas relacionam as tomadas de posição de Moita Flores com a possível anulação pela CULT do concurso internacional para selecção do parceiro privado das Águas do Ribatejo. Garantem “apoiar todas as iniciativas que, dentro da mais estrita legalidade, tragam mais valias para o concelho”, mas acrescentam que “não pode ser colocado em causa tudo o que já anteriormente havia sido conseguido”.Designadamente o investimento de cerca de 30 milhões de euros em saneamento básico e renovação da rede de águas a realizara pela Águas do Ribatejo no concelho nos próximos quatro anos.O PSD contraria esse cenário dizendo que a não continuidade do processo está nas mãos dos municípios com assento na CULT. Mas mesmo que isso aconteça “não estarão comprometidos os fundos comunitários para esses investimentos, ao contrário do que é afirmado pelo PS”.

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