Política | 15-05-2009 07:47

Câmara de Coruche adjudica construção de edifício no estádio municipal dois anos e meio depois

Dois anos e meio depois de ter lançado o concurso para construção do edifício administrativo do estádio municipal José Peseiro a Câmara de Coruche aprovou o relatório da análise propostas e adjudicou a empreitada na reunião de 13 de Maio por cerca de 159 mil euros mais IVA.A decisão mereceu muitas críticas por parte dos eleitos da CDU que consideraram que o processo suscitava dúvidas e que só poderia ter uma explicação eleitoral para ter sido desencadeado em Dezembro de 2006 e adjudicada a empreitada em Maio de 2009, indicou António Soares. Os vereadores da coligação defenderam mesmo que o concurso devia ser anulado e aberto novo procedimento por ser necessário fazer uma actualização e revisão de preços pelo facto de o montante estar desfasado. Mas, na altura de votar, a proposta da maioria PS foi aprovada por unanimidade. O presidente da autarquia, Dionísio Mendes (PS), justificou a decisão com o facto de, quer o Grupo Desportivo O Coruchense, colectividade entretanto desactivada, quer a associação Amigos do Coruchense, que utiliza o estádio municipal, nunca terem tido uma estabilidade directiva que garantisse utilização e gestão do edifício administrativo do estádio. Um projecto, recorde-se, prometido pela actual maioria PS desde há dois mandatos ao Coruchense pelo facto de o clube ter doado à autarquia um terreno onde inicialmente se iria construir o estádio municipal, junto à Estrada da Erra. Localização que a autarquia decidiu alterar para Santo Antonino, em troca da construção de uma sede para o clube no valor de cerca de 200 mil euros, que passou a ser denominada de edifício administrativo do estádio.Ricardo Raposo (CDU) lembrou ainda que houve muito tempo para o edifício ser construído, o qual fará parte do complexo e será utilizado por quem fizer uso das instalações. “A explicação da proximidade de eleições tem mais razoabilidade”, acrescentou, acompanhado por Isidro Catarino que apelidou a proposta de fuga para a frente eleitoral.Dionísio Mendes defendeu que não há motivos para anular o procedimento e que a revisão de preços está prevista na legislação. Disse ainda que com a anulação do concurso se teria de indemnizar a empresa que ficou em primeiro lugar. “Só se suscita especulação político-partidária por ser nesta altura, mas não é por isso que deixaremos de fazer obra”, concluiu.

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