Política | 01-01-2010 03:20

Oposição diz que orçamento do Cartaxo é “ornamento”

O desenvolvimento económico, a área social e a educação são as prioridades traçadas pelo executivo da Câmara Municipal do Cartaxo no Orçamento para 2010 e Grandes Opções do Plano. O documento foi aprovado na última Assembleia Municipal do Cartaxo, realizada na quarta-feira, 30 de Dezembro, com 17 votos a favor da maioria socialista, 11 contra (seis do PSD, três da CDU e dois do Bloco de Esquerda) e uma abstenção de um dos eleitos do PSD. “A parte económica e empresarial é prioridade. O dinheiro que está plasmado no documento é suficiente para fazer a infra-estruturação do Casal Branco e considerando que temos uma parceria público-privada na Área de Localização Empresarial do Falcão vamos avançar também com a infra-estruturação”, explica o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo a O MIRANTE, adiantando que a ideia de que os 700 mil euros que estão no orçamento são insuficientes para espoletar o desenvolvimento empresarial está incorrecta. “No caso do Valley Parque conseguimos ter um enfoque grande, cinco milhões de euros, para o desenvolvimento empresarial no ano de 2010”, garante Paulo Caldas. A educação, com 11 milhões de euros, é outra das prioridades, tal como a área social. O executivo quer apostar na descentralização de verbas para as freguesias, apoio directo às colectividades e acção social. “Enfrentamos uma realidade dura, mas quer os cidadãos quer as empresas precisam de nós”. A nova esquadra da PSP (financiamento a 90 por cento da administração central) e EB 2/3 (financiamento integral do Governo) são obras que destaca e que garante que vão avançar em breve. Paulo Caldas reconhece também a necessidade de consolidar financeiramente a autarquia. “Toda a dívida está carregada. Se conseguirmos poupar nas despesas correntes, pessoal, aquisição de bens e serviços e fizermos uma boa selecção de investimentos garantimos a consolidação financeira em dois anos”. orçamento do Cartaxo para 2010 ronda os 53 milhões de euros, dos quais mais de metade são para investimento com participação de apoio público.Para o PSD o orçamento não corresponde à realidade e cria a ilusão de que existem grandes receitas e vários projectos em curso e outros a caminho. “Temos que ter em conta que em Novembro deste ano faltavam 40 milhões para executar os 54 que tinha previsto para 2009. Isto não é um orçamento é um ornamento”, criticou Vasco Cunha.A CDU, pela voz de Carlos Mota, considera que grande parte (40 por cento) do orçamento não está rigorosamente definido o que não permite destrinçar as prioridades. “Não podemos votar em consciência”, afirmou. O Bloco de Esquerda fala em incumprimentos sucessivos e apresenta uma listagem que intitula de projectos esquecidos, como a nova loja do cidadão ou a universidade dos tempos livres. “As Grandes Opções do Plano constituem um repositório de intenções que não passam de isso mesmo, de ano para ano, sem qualquer concretização”, referiu Pedro Mendonça.

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