Política | 19-12-2011 23:58

Câmara de Rio Maior aprova orçamento mais baixo dos últimos três anos

Em três orçamentos elaborados pela coligação maioritária "Juntos pelo Futuro", que gere a Câmara de Rio Maior desde 2009, o de 2012 é, sem dúvida o mais difícil. Foi desta forma que a presidente da autarquia, Isaura Morais (PSD), iniciou esta segunda-feira a defesa do orçamento municipal para 2012 e a Grandes Opções do Plano (GOP). "Espelha fielmente o tempo de crise e a falta de liquidez que se atravessa, bem como os cortes nas transferências do Estado com base nas regras contabilísticas para as autarquias da média dos dois últimos anos", comentou Isaura Morais. A maioria PSD, CDS-PP e ACIRM assegurou a aprovação do Orçamento de 2012 e GOP, face aos três votos contra do PS.Num orçamento de 27,816 milhões de euros (foi de 30 milhões em 2011). A diminuição total de receitas previstas entre transferências do Estado e de impostos municipais é de 815 mil euros, prevendo a câmara contrabalançar esses números com a descida das despesas com pessoal em 740 mil euros. Para tal esperam-se a concretização de algumas aposentações, cessação de comissões de serviço e a "injusta" eliminação de subsídios de Férias e de Natal dos trabalhadores.Apesar das restrições, a Câmara de Rio Maior espera concluir algumas obras de vulto durante o próximo ano, com apoio de fundos comunitários, como é o caso dos centros escolares de S. João da Ribeira e de Fráguas, a ampliação do centro de estágios, a conclusão de terceira fase da rede viária municipal, entre outras obras. Onde a maioria na câmara viu rigor e adequação às condições financeiras actuais, os vereadores do PS viram falta de estratégia. Sem participarem na discussão do documento, para o qual dizem não ter sido convidados a dar contributos, os autarcas socialistas limitaram-se a ler declarações de voto. Para Silvino Sequeira a maioria no executivo não segue no orçamento qualquer alínea do plano estratégico encomendado à equipa do economista Augusto Mateus, esquecendo-se de mencionar que caminho quer seguir na nova estrutura financeira dos fundos comunitários na sua reorganização de fundos de coesão social e territorial.Notícia completa na edição semanal de O MIRANTE.

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