Política | 27-10-2013 07:22

Oposição recusa pelouros na Câmara de Santarém

Os vereadores da oposição na Câmara de Santarém não aceitaram pelouros por parte do presidente da autarquia, Ricardo Gonçalves (PSD), ficando apenas os quatro eleitos do PSD com tarefas atribuídas, embora só na próxima reunião de câmara se saiba quem fica com o quê. Ricardo Gonçalves confirmou na primeira reunião do novo mandato, realizada na tarde de sexta-feira, 25 de Outubro, que se disponibilizou para atribuir pelouros ao vereador da CDU e a um vereador do PS para assegurar uma “maioria pós-eleitoral” que garantisse estabilidade governativa, mas diz que apesar da resposta negativa obtida “não vem daí mal ao mundo”. Tanto Idália Serrão (PS) como Francisco Madeira Lopes (CDU) revelaram que houve negociações com o presidente da câmara com vista à atribuição de pelouros mas optaram por não aceitar. “Acho que é a posição que melhor serve os cidadãos que nos deram o seu voto e também a que melhor serve os interesses do município de Santarém”, justificou Idália Serrão, garantindo que os vereadores do PS estarão no executivo para “procurar as melhores soluções para o município, actuando dentro dos princípios inscritos no seu programa eleitoral”. A vereadora socialista, também deputada à Assembleia da República, avisou ainda que vão ser “muito rigorosos na apreciação das propostas da gestão PSD e que não compactuarão com gastos que considerem supérfluos nem com decisões que violem qualquer diploma legal. Nomeadamente a chamada Lei dos Compromissos que impede a realização de contratos para aquisição de bens e serviços sem fundos disponíveis em tesouraria. A posição apresentada pela CDU é semelhante à dos socialistas. Madeira Lopes afirmou que a situação actual exige uma gestão criteriosa e considerou que os resultados das últimas eleições autárquicas impõem uma gestão partilhada e transparente da autarquia. Lembrando que mais uma vez a CDU está numa posição de fiel da balança num executivo em que há quatro eleitos do PSD e outros quatro do PS, e que por isso mesmo poderá ter de desempatar muitas votações, o vereador da CDU disse que essa é uma responsabilidade que aceitam e que tentarão cumprir com rigor, deixando no entanto a “certeza de que a CDU não ser muleta de ninguém”. E concluiu: “O nosso compromisso é com a população e com o nosso programa eleitoral”.O presidente da câmara fechou o debate dizendo que o PSD nunca procurou muletas mas sim parceiros de caminhada, deixando no ar a possibilidade de com o decorrer do mandato haver ainda entendimentos quanto à atribuição de pelouros à oposição. “Deixamos essa porta em aberto”, disse Ricardo Gonçalves.

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