Política | 03-10-2017 11:44

Taça da Europa de Patinagem em Tomar levanta dúvidas no executivo municipal

Taça da Europa de Patinagem em Tomar levanta dúvidas no executivo municipal

Evento desportivo vai decorrer na cidade de 31 de Outubro a 4 de Novembro

O protocolo entre a Câmara de Tomar e a Federação de Patinagem do Ribatejo com vista à realização da Taça da Europa de Patinagem Artística gerou uma acesa discussão entre o executivo municipal de Tomar em sessão camarária. O evento está programado realizar-se entre 31 de Outubro e 4 de Novembro e as críticas prendem-se com o facto da proposta para o protocolo não ter um orçamento estipulado.

O principal crítico foi o vereador Bruno Graça (CDU), com quem o Partido Socialista (PS), está coligado na maioria que gere o município. “Não faz sentido vir uma proposta sem o orçamento. Como não fala em valores pode estar implícito um investimento enorme”, referiu.

O vereador João Tenreiro (PSD) alerta que o protocolo envolve um caderno de encargos para o município. “Há despesas com transportes, viagens de avião, despesas de alojamento, tudo em pensão completa”, referiu, questionando qual a previsão do custo do protocolo.

O vice-presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão (PS), explicou que o protocolo não pode ser desligado do turismo e do aumento do número de visitantes que o concelho vai ter nessa altura. “O município tem que criar eventos que promovam o concelho no território nacional e até internacional. Este é um evento que vai trazer a Tomar 12 selecções europeias de patinagem artística. Além dos atletas, vem toda a comitiva, os familiares e muitos aficionados desta modalidade”, disse o autarca.

Cristóvão referiu também que a Taça da Europa de Patinagem Artística vai fazer com que o nome de Tomar seja referido na comunicação social nacional e internacional. “O que está neste protocolo é igual para todos os outros municípios onde estes eventos também se realizam”, sublinhou.

A presidente da câmara municipal, Anabela Freitas (PS), sublinhou que as contas ainda não estão feitas. “Em relação às refeições estamos a contactar um conjunto de restaurantes em Tomar para fornecerem a comida a um preço mais baixo. Quando aos transportes, a questão não se coloca uma vez que está garantido alojamento em Tomar, sendo que, caso exista essa necessidade, será com recurso à prata da casa”, afirmou, acrescentando que o que o município vai pagar é o alojamento e a alimentação. “O retorno vai ser sempre superior ao investimento que vamos realizar”, concluiu. A proposta acabou por ser aprovada por unanimidade.

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