Política | 27-11-2017 17:27

Câmara aperta o cerco à cooperativa dos enchidos da Sopa de Pedra de Almeirim

Câmara aperta o cerco à cooperativa dos enchidos da Sopa de Pedra de Almeirim

Município expulsa Encherim da fábrica se não forem pagos 140 mil euros dentro de um mês.

O cerco à cooperativa que explora a fábrica de enchidos tradicionais da Sopa de Pedra de Almeirim está a apertar. A câmara, dona do centro de corte e fabrico de enchidos, decidiu aprovar a resolução provisória do contrato de concessão de exploração à Encherim, que passará a definitiva se a cooperativa não pagar os valores de rendas reclamadas pelo município.

Esta tem um mês para pagar ou negociar o pagamento e se não o fizer neste prazo será despejada. A autarquia não está a fazer finca-pé na matéria mas também não está a dar muita margem de manobra, atendendo a que as expectativas de promoção e até de fabrico dos enchidos estão aquém do que era esperado.

Em causa estão cerca de 140 mil euros de desfasamento em relação ao que foi pago de rendas das instalações entre 2010 e 2015. A cooperativa, dirigida pelo talhante Carlos Galão, alega que terá sido acordado com o anterior presidente, Sousa Gomes, já falecido, uma renda que tinha em conta a produção de enchidos.

Mas não há qualquer documento que o comprove, segundo a análise dos serviços jurídicos da câmara, que dizem ser válido o contrato inicial e único que estabelece uma renda calculada à taxa de seis por cento do valor do investimento efectuado pelo município. Além das rendas, o município reclama uma indemnização pela mora do pagamento.

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