Política | 13-10-2018 10:20

Presidente de Alhandra não se demite e quer continuar a servir a população

Presidente de Alhandra não se demite e quer continuar a servir a população

Mário Cantiga demitiu-se do PCP ao fim de 30 anos de militância.

O presidente da Junta da União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz, Mário Cantiga, não se demite do cargo e promete continuar à frente da junta para defender os interesses da população.

Diz que não está agarrado ao poder e por isso a única excepção é se a assembleia de freguesia e a bancada da CDU boicotar a sua acção, onde aí garante bater com a porta e dar lugar a eleições antecipadas.

Mário Cantiga, depois de 30 anos como militante do Partido Comunista Português (PCP), apresentou a sua demissão ao partido a 24 de Junho, depois de vários meses de alegadas pressões e de o PCP não ir gostando do facto do autarca nem sempre estar alinhado com o pensamento centralizado daquela estrutura.

Na sexta-feira, 12 de Outubro, o PCP oficializou a saída, retirando a confiança política ao autarca e dizendo que deixou de ser eleito da CDU. “O PCP tem toda a autoridade para dizer que deixei de pertencer ao PCP, contudo é mentira que eu deixe de ser eleito da CDU. O PCP não é dono da CDU, ela é uma coligação onde estão muitos independentes e eleitos de outros partidos. Gente que votou em nós e nunca foi daquela cor política. O PCP não tem qualquer tipo de autoridade moral para dizer que não sou eleito deles”, refere a O MIRANTE.

Mário Cantiga lamenta que o PCP de Vila Franca de Xira tenha uma linha de pensamento “que ainda não chegou a 1974” e diz que demitir-se do partido foi um favor que lhes fez porque era uma pessoa incómoda, apesar de ter sido graças a ele que a CDU reconquistou a junta de freguesia aos socialistas, já há dois mandatos seguidos.

A gota de água para a decisão do autarca foram as recentes iniciativas do PCP em Alhandra visando a luta contra o encerramento do balcão da Caixa Geral de Depósitos. O autarca quis unir todas as forças políticas em torno do assunto para dar mais peso ao protesto mas o PCP não terá gostado. A situação levou, entre outros, à dissolução de uma comissão de utentes multipartidária que fora criada envolvendo todos os partidos. Mário Cantiga não se reviu nessa postura e decidiu bater com a porta. "Eu quero é servir as pessoas, de todos os partidos. O PCP queria que eu fosse a voz e o eco das palavras que eles queriam ditar e isso para mim não dá. Eu e as pessoas do meu executivo temos vontade própria e o nosso projecto”, refere.

* Notícia desenvolvida na próxima edição em papel de O MIRANTE

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