Saúde | 15-01-2005 21:40

Dois milhões de portugueses com tensão alta, mas só metade sabe

Dois milhões de portugueses (um em cada cinco) tem tensão arterial alta, mas só metade sabe que enfrenta um factor de risco da doença cardiovascular que é a principal causa de morte em Portugal, estima a Fundação de Cardiologia.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Fundação, Manuel Carrageta, explicou que uma das principais causas do aumento da hipertensão é o excesso de peso e a obesidade.O excesso de peso e a obesidade conduzem à hipertensão que é a principal causa dos Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC), provoca doenças das coronárias e insuficiência renal.Por seu lado, a má alimentação e a falta de actividade física são as grandes responsáveis pelo aumento de peso e pela obesidade."Somos sedentários a trabalhar - frente a um computador, por exemplo - e passamos o tempo livre sem actividade física, mais uma vez com o computador ou frente à televisão", disse Manuel Carrageta."A adopção de um estilo de vida saudável pode prevenir, pelo menos em parte, o aparecimento de hipertensão", frisou o presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.Dados da Fundação indicam que só cerca de metade dos dois milhões de hipertensos que se estima existirem em Portugal sabe que tem a pressão arterial elevada.Apenas um quarto está medicado e apenas um sexto está controlado, indica ainda a FundaçãoEntretanto, um estudo da Universidade de Saúde Pública e Medicina Tropical de Tulane, de Los Angeles, divulgado hoje pela revista médica britânica Lancet, revela que um em cada três adultos em todo o mundo vai ter hipertensão em 2025.A doença está a aumentar sobretudo nos países em vias de desenvolvimento. As mudanças no estilo de vida das regiões do Terceiro Mundo vão ter como consequência o aumento do número de pessoas com tensão arterial acima dos valores normais.Segundo o trabalho da universidade norte-americana, em 2025, 1.560 milhões de pessoas vão sofrer de hipertensão, o que representa um aumento de 24 por cento no número de doentes nos países ricos e de 80 por cento nos países em desenvolvimento.

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