Saúde | 25-07-2008 13:30

Ministra diz que falta de médicos vai agravar-se

A ministra da Saúde afirmou que Portugal vai registar dentro de três a quatro anos um período "muito crítico" de falta de médicos, sobretudo de família e de quatro especialidades médicas, entre elas pediatria e obstetrícia. A região de Lisboa e Vale do Tejo é uma das mais afectadas com a falta de clínicos nos centros de saúde e hospitais. Falando no final do Conselho de Ministros, Ana Jorge disse não ser possível por enquanto estimar quando Portugal poderá resolver o problema da falta de médicos de família"O número de médicos que têm vindo a ser formados aumentou em cerca de 500 por ano, mas ainda é insuficiente para podermos atribuir médicos de família a todos os portugueses", disse.Segundo a ministra, "ainda é difícil fazer-se a contabilização para que Portugal ultrapasse este problema, porque Portugal tem uma carência muito grande não só de médicos de família, como também em áreas de especialidade como urologia, obstetrícia, pediatria e anestesia".Com as aposentações previstas nos próximos anos, a titular da pasta da Saúde disse ser mesmo "muito necessária a formação de mais médicos"."Vamos conseguir diminuir o número de utentes sem médico, mas vamos precisar ainda de mais uns anos para resolver este défice, sendo certo que nestes próximos anos vamos ter o reflexo da quebra muito grande registada nos anos 80", advertiu Ana Jorge.A ministra da Saúde disse inclusivamente que "Portugal vai atravessar um período muito crítico nos próximos três a quatro anos"."Precisamos de mais médicos ainda nos próximos 10 a 15 anos", acrescentouDe acordo com dados apresentados pelo ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, em 2008, "Portugal terá 1.614 vagas para se entrar nos cursos de medicina"."Em 2005, quando este Governo tomou posse, o número de vagas era de 1.185, o que demonstra que houve um aumento muito significativo no número de estudantes que entraram em medicina", apontou.No entanto, segundo Mariano Gago, esta situação "é particularmente expressiva quando comparada com a quebra de entradas nos cursos de medicina [a partir de 1977], imposta por uma política manifestamente errada"."Em 1986, apenas entraram em medicina 190 alunos em todas as faculdades, o que prejudicou a qualidade de saúde dos portugueses", acrescentou.

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