Saúde | 13-05-2009 08:40

Peregrinação de Fátima com preocupações em relação à griipe

Trinta mil folhetos com conselhos sobre a Gripe A H1N1 estão a ser distribuídos nos cinco postos de assistência e socorro aos peregrinos instalados em Fátima, revelou a Autoridade de Saúde de Ourém, José Martins.Os folhetos, nos idiomas de Português, Francês, Inglês e Espanhol, integram a campanha de informação da Direcção-Geral da Saúde sobre a nova estirpe de vírus da gripe.Numa conferência de imprensa para fazer o balanço do primeiro dia da peregrinação internacional aniversária ao Santuário de Fátima, José Martins reconheceu que devido à Gripe A H1N1 “havia preocupação e alarme”, sublinhando, contudo, ser necessário “desdramatizar” esta situação.“O risco é pequeno”, assegurou ainda a Autoridade de Saúde, acrescentando que “se houver algum caso suspeito, será tratado em isolamento”, em dois locais preparados especificamente para o efeito e integrados no dispositivo de Protecção Civil criado para atender os peregrinos que se deslocam a Fátima.Também o comandante operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil, Gil Martins, sublinhou “não haver razão para alarmes excessivos”.Na mesma conferência, o comandante distrital de Santarém da Protecção Civil, Joaquim Chambell, esclareceu que nos postos de assistência e socorro, até às 18:00, foram atendidas 675 pessoas, oito das quais acabaram por ser transportadas para unidades hospitalares.“São números bem mais baixos que os anos anteriores”, admitiu Joaquim Chambell, que não estabeleceu uma relação directa entre esta situação e um eventual menor de fiéis em Fátima.Reconheceu, no entanto, que as pessoas que se deslocam a Fátima “estão melhor preparadas”, situação que se deve, também, ao facto de o mercado proporcionar equipamentos que minoram o desgaste físico, observou o responsável.O responsável acrescentou que estão empenhados no dispositivo de Protecção Civil 201 elementos, apoiados por 67 veículos, de 36 entidades diferentes,Já o secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros, destacou que o trabalho da Protecção Civil é, em Fátima, sobretudo de “supervisão, atenção e criar condições para sempre que o socorro tiver de ser operacionalizado”.José Miguel Medeiros salientou que a Protecção Civil “está progressivamente a melhorar o apoio”, destacando que a peregrinação ao santuário “não é uma situação de emergência”.“Estamos numa manifestação pacífica, de gente de bem, que vem em grande espiritualidade”, declarou, elogiando a “excelente articulação nos vários patamares da Protecção Civil – local, regional e nacional – e entre as diferentes entidades”.“Os meios que disponibilizamos é para o cenário mais difícil. Se for mais fácil, melhor”, declarou José Miguel Medeiros, adiantando que mais que um teste, o dispositivo é uma “prova” da capacidade de resposta da Protecção Civil.

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