Saúde | 29-01-2010 09:30

Farmácias da região ainda não aderiram aos medicamentos unidose

A lei entrou em vigor a 7 de Julho de 2009 e refere que as farmácias podem dispensar em quantidade individualizada os medicamentos apresentados em forma oral sólida, nomeadamente comprimidos e cápsulas. Nesta primeira fase, a dispensa dos medicamentos ficou restringida às farmácias pertencentes à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo. No entanto, passados 6 meses da entrada em vigor desta lei nenhuma farmácia manifestou ainda junto do Infarmed a vontade de aderir a este novo formato. Ana Barros, directora clínica da Farmácia Nicolau, em Torres Novas, diz que o sistema ainda não está preparado para se avançar com a medida. “Não estão ainda implementados os meios que permitem esta distribuição. Os medicamentos vêm todos embalados em multidose e para que as farmácias possam fornecer aos utentes quantidades personalizadas é necessário haver produção, distribuição e prescrição regular de medicamentos em unidose, para que as farmácias os possam fornecer aos utentes da mesma forma que os restantes medicamentos embalados”, explica. A responsável adianta ainda que há que ter em conta que esses medicamentos teriam de ter prazos de validade bem explícitos e que “existem muitas questões como essa que ainda suscitam muitas dúvidas”. A medida, porém, é bem-vinda, “pois permite individualizar as prescrições, maximizando o serviço”, realça.Opinião diferente tem a directora clínica da Farmácia Flama Vitae, em Santarém, dizendo que “isso implica uma abrangência de leis que no nosso país ainda não existem. Uma pessoa leva uma unidose, mas se a seguir precisa de mais como é que é? Vai entupir os centros de saúde ou os hospitais?”, sublinha. Arlete Bento considera que a lei ainda não é adaptável ao panorama português, em que os medicamentos vêm já embalados. “Acho que essa realidade é mais adaptada aos Estados Unidos, em que a venda do medicamento não se faz já embalado, mas sim na quantidade que a pessoa precisa. Em Portugal é preciso uma grande mudança para que o unidose seja distribuído assim”, explica.

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