Saúde | 29-12-2011 00:46

Comissão de Utentes alerta Governo para implicações do encerramento de extensões de saúde

Uma petição subscrita por 16 mil pessoas foi entregue junto do ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, alertando para as implicações do encerramento de extensões de saúde na região do Médio Tejo e para o esvaziamento das unidades hospitalares, anunciou hoje a Comissão de Utentes da região.No documento, subscrito por cerca de 16 000 pessoas, pode ler-se que o "definhamento" dos cuidados de saúde de proximidade vai provocar o "sofrimento às pessoas, aumentar a despesa do Serviço Nacional de Saúde" (SNS) e diminuir a esperança média de vida da população portuguesa, tendo aquele movimento defendido a alteração das actuais orientações políticas de prestação de cuidados de saúde."As dificuldades financeiras do País não podem ser ultrapassadas à custa de menos cuidados de saúde da população", advogam, tendo afirmado que todas as medidas que dificultem o acesso aos cuidados de saúde merecerão a sua oposição, nomeadamente o "sub-financiamento e atrasos nos pagamentos do Estado às unidades de saúde, pagamento de taxas moderadoras, redução nas comparticipações nos medicamentos ou o encerramento de unidades de saúde ou de serviços", sem alternativas."As decisões que visem a eficiência e eficácia dos serviços e ganhos em saúde terão o nosso aplauso numa lógica de corrigir o que está mal e multiplicar o que está bem", sublinham, exemplificando com a informatização do sistema, horários alargados, redução de custos e aproveitamento de toda a capacidade instalada.A CUSMT defende ainda a implementação urgente de medidas extraordinárias que resolvam a falta de recursos humanos, -"uma situação dramática" -, o reforço dos planos de vacinação e de rastreio nos Centros de Saúde.A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo considera ainda que no Centro Hospitalar do Médio Tejo, que congrega as unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, tem-se verificado um "agravamento crónico" das condições financeiras, com algumas especialidades a "perder capacidade de resposta" à prestação de serviços face às "sucessivas saídas de profissionais", "capacidade instalada não utilizada e descoordenação com os cuidados de saúde primários e continuados".A CUSMT defende ainda que, "para ultrapassar os actuais constrangimentos", exista um diálogo regular entre o novo Conselho de Administração e a comunidade envolvente, se proceda à instalação do Conselho Consultivo, à elaboração de um Plano Estratégico, que em coordenação com os outros níveis de cuidados de saúde defina o aproveitamento integral das instalações e equipamentos, a promoção do equilíbrio regional na distribuição das diversas valências e o desenvolvimento das mesmas, a instalação de novos serviços, como o de cuidados continuados, e a informatização de todos os serviços em rede com outras unidades do SNS.

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