DEZ SORRISOS PARA 2010 | 06-01-2010 16:19

Ter subsídio garantido no novo ano não é solução para problema do desemprego

Ter subsídio garantido no novo ano não é solução para problema do desemprego
O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Benavente, coronel Joaquim Norte Jacinto, antevê um ano difícil para a população do concelho. “Os efeitos do desemprego estão a fazer sentir-se agora”, analisa o militar de carreira. O ano de 2009 não vai deixar muitas saudades até por causa da crise económica que se desenvolveu com repercussões na área social. “Muitas famílias que se viram sem emprego e sem rendimentos tiveram que pedir ajuda à Santa Casa”. É à Misericórdia que acorrem todos os dias trinta pessoas para assegurar uma refeição. “São pessoas na casa dos 30 ou 40 anos que ficam sem emprego e sem capacidade de garantir a sua própria alimentação”. A câmara municipal paga três euros por cada refeição. A diferença é suportada pela Misericórdia. Em 2009 não se lembra de nenhuma notícia que tenha gostado de ler, mas como é optimista por natureza espera que a situação melhore. “Faço votos de que as inteligências dos governantes sejam iluminadas de forma a garantir uma solução real e não fictícia para a crise. Espero que se arranje uma solução, mas o cidadão também tem que colaborar. Ter o subsídio garantido não é solução de futuro para ninguém”.Norte Jacinto espera que em 2010 se possa tratar o ambiente “não como uma forma de negócio”, mas como uma forma de evitar consequências más para as futuras gerações. Em termos sociais gostava que o Governo continuasse a apoiar as instituições. “De forma real e que não brincasse com isso”, diz o provedor que continua à espera do parecer favorável para o financiamento do novo lar da Maxuqueira, na Barrosa. O coronel Joaquim Norte Jacinto, 61 anos, está na reserva, mas continua a ter actividade a tempo inteiro como provedor. “Em termos pessoais quero cumprir o mandato para que fui empossado por mais três anos. Fico prejudicado do ponto de vista pessoal, mas acaba por ser bebéfico porque estou a dar tempo aos outros”. A mulher reformou-se este ano e Norte Jacinto, que tem um neto de seis anos, confessa que ambicionava ter mais tempo.

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