26º Aniversário | 20-11-2013 15:06

“Crescimento da economia e do emprego passa pelo aumento da produção de bens e serviços das empresas”

No decurso da vida de O MIRANTE, mais de um quarto de século, registaram-se profundas transformações no enquadramento internacional da economia portuguesa.Além da adesão às Comunidades Europeias (em 1986), a construção do Mercado Interno Europeu, a criação do Espaço Económico Europeu, a União Monetária, com a introdução do Euro, o Alargamento da UE, o desenvolvimento do processo de Globalização, uma fase de Liberalização do Comércio Internacional bem marcada com a entrada da China na WTO, são marcos relevantes.Esta evolução gerou naturalmente reflexos positivos/negativos na actividade das empresas portuguesas. E devemos registar que o tecido empresarial português revelou, mesmo com envolventes pouco favoráveis, uma elevada capacidade de adaptação a novas realidades e aproveitamento de novas oportunidades.Os agentes económicos, sociais e políticos nem sempre terão interiorizado a profundidade das mudanças – a quase estagnação do crescimento económico português e a grande fragilidade com que tivemos que enfrentar a actual crise financeira internacional são, em grande parte, a consequência. Na actual crise as empresas portuguesas têm demonstrado uma boa capacidade de resistência. Muitas delas até têm aumentado a sua actividade. O crescimento significativo do peso das exportações no PIB, nos anos mais recentes, é um bom exemplo.Este facto, sendo importante em termos de evolução, está ainda aquém do que será necessário numa economia com a dimensão da portuguesa em que o mercado interno, sendo muito importante, não tem dimensão para assegurar um crescimento sustentado da economia.É nesta base que temos defendido, entre as principais prioridades, a necessidade de se desenvolverem programas de internacionalização – cerca de 95% das exportações são realizadas por apenas cerca de 9 mil empresas - e da necessária melhoria da dimensão económica das empresas (só cerca de 30 mil têm um volume de negócios superior a 1.1 milhões de euros) com os adequados meios de financiamento.As empresas constituídas sobre a forma de sociedade fazem directamente 75% da produção total, 63% do investimento, geram cerca de 70% das remunerações e representam cerca de 63% do VAB, pelo que o crescimento do investimento, da economia e do emprego passa essencialmente pelo aumento da produção de bens e serviços das empresas. Um grande desafio para as empresas, através de adequadas estratégias empresariais, e para o Estado através de políticas públicas geradoras de um enquadramento favorável ao desenvolvimento da iniciativa empresarial.Por José Eduardo Carvalho**Presidente da Associação Industrial Portuguesa

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