26º Aniversário | 20-11-2013 15:29

Um mundo mágico que não corre o risco de extinção

Golegã, a “Capital do Cavalo”, insere-se na lezíria, na qual correm os rios Tejo e Almonda, onde a natureza bordou a paisagem e horizontes recortados pela charneca, pelo bairro e pelo espargal, que se interrompem aqui e ali pelo casario branco e ocre, logo mostrando mais além os mouchões, os chaboucos, a maracha, as alvercas, cenário privilegiado do cavalo e outrora do touro e das gentes com quem eles lidam. Eis o campo da Golegã e da Azinhaga limitado pelas suas urbes que lhe quebram o silêncio e a liberdade! Urbes rurais, cujo património artístico e monumental é integrado por igrejas, capelas, azulejos, pedras, esculturas, pontes, solares e quintas, que falam da nossa identidade.Aqui existe um mundo, que todos queremos que o “desenvolvimento” não extinga. Nele vivem ainda, entre outros, as gentes que amam a verdade do campo, que criam, desbastam os poldros e montam a cavalo. Aqui, desde há séculos, o Homem formou uma cultura ao sol, ao calor e ao som das cigarras, ou sob o frio e a chuva, que quando cai forte, inunda a lezíria, separando a Golegã da Azinhaga, só unidas então pelos costumes da borda d’ água. Essa cultura e essa forma de viver são salvaguardadas pela simbiose da tradição com a modernidade que aqui se elege no dia-a-dia. Visitar a Golegã, os seus recantos e lugares, é percorrer páginas de uma história antiga, secular, marcante e influenciadora do presente!O acontecimento anual de maior relevo, com projecção nacional e internacional, acontece em Novembro. Trata-se da decana das feiras de Portugal, a de S. Martinho. Simultaneamente decorrem a Feira Nacional do Cavalo e a Feira Internacional do Cavalo Lusitano. Enraizada nas mais genuínas tradições populares portuguesas, sucessivamente, ano após ano, o certame promove de forma singular a criação cavalar e o seu mundo, exaltando assim hábitos e costumes das nossas gentes.Os sons, os cheiros e as cores que naquela época do ano se embrenham no Arneiro, emprestam-lhe um ambiente único e mágico. A estratégia de diferenciação que vimos prosseguindo para a Golegã, concelho, tem, neste certame, um dos seus expoentes máximos, afirmando-a e projectando-a para além das fronteiras do país, contribuindo sobremaneira para a referenciar como um destino turístico de excelência. O mundo dos cavalos e a ambiência especial da Capital do Cavalo não se esgotam em Novembro. Em Maio decorre a Expoégua e a Romaria a Cavalo dos Romeiros de S. Martinho. E durante todo o ano é possível percorrer a Rota do Cavalo e do Ribatejo atravessando campos e entrando em quintas tradicionais onde se criam cavalos de raça.Mas descobrir a Golegã é também ter o prazer de revisitar uma história recheada de interesse. A Casa-Estúdio Carlos Relvas, o recém inaugurado Museu Municipal da Máquina de Escrever, o Equuspolis (Museu Municipal Martins Correia) e a Igreja Matriz são, entre outros, locais a não perder. Sejam todos bem-vindos à Golegã!

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