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Almonda Parque ainda dá que falar na Assembleia Municipal de Torres Novas

Almonda Parque ainda dá que falar na Assembleia Municipal de Torres Novas

Ponto referente a proposta de contratação de empréstimo bancário de 600 mil euros por parte da câmara acabou por resvalar para o processo referente ao parque de estacionamento cuja gestão a autarquia assumiu, após chegar a acordo com o Grupo Lena.

Edição de 09.03.2016 | Sociedade
A Assembleia Municipal de Torres Novas deu luz verde à contratação de um empréstimo bancário de 600 mil euros, por parte da câmara municipal, destinado às obras na Avenida João Paulo II e ao arranjo de arruamentos em Pé de Cão. No entanto, o eleito do Bloco de Esquerda António Gomes diz que o fim do dinheiro não é o anunciado, mas sim para ajudar ao pagamento da indemnização de 1,9 milhões de euros ao Grupo Lena pelo Almonda Parque, que estava concessionado a esse grupo empresarial e passou em Outubro de 2015 para a posse da autarquia.“Este pedido de empréstimo devia ser justificado pelo PS para o seu verdadeiro fim e não pôr-se a inventar justificações. É um empréstimo para ter dinheiro a tempo para cumprir o acordado com a Lena Construções.”, disse o deputado bloquista. António Gomes levantou ainda dúvidas sobre justificação dada sobre o empréstimo para as obras da Avenida João Paulo II, dizendo que apesar de já adjudicada a empreitada ainda não há obras. Sobre as obras em Pé em Cão disse: “Nunca esta obra esteve dependente de empréstimos, onde vai ser afinal aplicado a verba do saldo de gerência? É de mau gosto utilizar a população de Pé de Cão para este fim”. A bancada do PS veio em defesa do executivo camarário dizendo que o acordo de indemnização com o Grupo Lena foi bom e que o Almonda Parque actualmente, com o estacionamento gratuito, tem trazido vantagens para o centro histórico. José Luís Jacinto, do PSD, não entendeu a intervenção do bloquista e questionou por que falou do Almonda Parque nesse ponto respeitante ao empréstimo. Já a CDU, pela voz de Ramiro Silva, lembrou que o parque de estacionamento ficava para o município quando acabasse a concessão e sugeriu que se realizassem assembleias extraordinárias para discutir o Almonda Parque e o Convento do Carmo. Sobre o assunto, o presidente da câmara, Pedro Ferreira (PS), referiu que os 1,6 milhões a pagar este ano ao Grupo Lena afectam mas não comprometem o último ano de mandato ou os próximos anos: “Está pago, é património da câmara, o parque está a ser utilizado a 100 por cento e as pessoas aplaudem”, disse.O ponto acabaria por ser aprovado pela maioria socialista, com a abstenção do PSD e votos contra do Bloco de Esquerda e da CDU. Recorde-se que em Outubro de 2015 a Câmara de Torres Novas chegou a acordo com o Grupo Lena no litígio relativo ao Almonda Parque, que corria no Tribunal Administrativo de Leiria. A autarquia assumiu a gestão do parque de estacionamento no centro da cidade, construído e explorado pelo Grupo Lena, tendo sido condenada a pagar 1,9 milhões de euros à empresa - 300 mil euros até ao final de 2015 e os restantes 1,6 milhões em 2016.
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