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A “Clínica do Coração” é uma empresa de um sector fundamental

A “Clínica do Coração” é uma empresa de um sector fundamental

Galardão Empresa do Ano - Prestígio Empresarial

O Galardão Prestígio Empresarial, entregue este ano pela primeira vez no âmbito dos prémios Galardão Empresa do Ano, foi atribuído ao médico cardiologista Vítor Martins, na sua qualidade de empresário e sócio-gerente da “Clínica do Coração”, com sede em Santarém.
Os cidadãos em geral não olham para uma clínica como uma empresa mas as clínicas médicas privadas, como a Clínica do Coração, são efectivamente empresas. Estão organizadas como tal e, para além de terem que cumprir todas as exigências em termos médicos, têm que, simultaneamente, cumprir as obrigações a que estão sujeitas as restantes empresas.
A Clínica do Coração pertence a Vítor Martins e à sua esposa, Maria Luz Pitta Esteves Pires, que também é médica cardiologista. Foi fundada há dez anos e enfrentou logo de início problemas que muitos empresários também enfrentaram na altura. A licença de utilização, por exemplo, demorou mais de um ano a ser emitida.
Apesar da paixão que tem pela sua actividade como cardiologista, Vítor Martins tem que vestir a pele de empresário e negociar regularmente contratos com fornecedores e com seguradoras, estar atento ao mercado para fixar os preços dos serviços prestados, contratar pessoal, negociar com a banca e verificar o cumprimento de uma série de obrigações que todos os empresários conhecem a nível de legislação laboral, fiscal, contabilística, de higiene e segurança, etc.
Por também trabalhar num hospital público, em Santarém, onde é director da unidade de arritmologia, que atende mais de três mil doentes por ano e faz cerca de quatrocentos implantes, tem a noção da importância para os cidadãos da existência do Serviço Nacional de Saúde mas também de serviços privados na área da saúde.
Dá como exemplo a unidade que chefia e refere o facto de um sistema de CDI (Cardioversor Desfibrilhador Implantável) que trata ritmos cardíacos anormais, potencialmente fatais, custar entre dez e quinze mil euros. “Muita gente não tem seguros que cubram esses dispositivos e por isso este tratamento nunca seria acessível a uma pessoa que não estivesse no serviço público”. Por outro lado refere a importância do sector privado. “O tempo de espera para determinados serviços a nível do público é incomportável para a saúde das pessoas. Uma pessoa não pode estar à espera de uma consulta seis meses. Não pode estar à espera de um exame como alguns que fazemos aqui, vários meses”.
Por esse motivo acha estranho que as empresas da área da saúde não tenham acesso a determinados programas criados pelo Estado para apoiar determinados sectores de actividade. Afinal uma clínica, como a Clínica do Coração, também cria postos de trabalho e contribui com os seus impostos para a riqueza nacional, trabalhando num sector a que todos reconhecem extrema importância e se não conseguir gerar receitas suficientes corre o risco de fechar.

A “Clínica do Coração” é uma empresa de um sector fundamental

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