uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante
“A crise afectou os reformados e são eles quem mais precisa de material ortopédico”

“A crise afectou os reformados e são eles quem mais precisa de material ortopédico”

Hernâni Ferreira, 39 anos, sócio-gerente da Ortobest do Cartaxo

Edição de 30.11.2016 | Três Dimensões

Há 12 anos que Hernâni Ferreira lidera os rumos da Ortobest – venda e reparação de material hospitalar ortopédico. Natural do Cartaxo, onde reside, Estudou agricultura, trabalhou na moagem de cereais e na indústria de mármores, foi delegado de informação médica antes de abrir a sua própria empresa de material ortopédico. Quando era criança queria ser futebolista. Hoje pertence à comissão administrativa que gere o clube da sua terra. Gostava de poder viver perto da praia.

Estudei agricultura numa escola agrícola em Runa, concelho Torres Vedras mas não segui essa área. Gostava da área da agricultura mas isso acabou por sair dos meus planos. Hoje se voltasse a estudar teria de ser algo relacionado com a área do material ortopédico ou da fisioterapia, para ter ainda mais conhecimentos e prestar um melhor serviço.
Em criança queria ser futebolista. Cheguei a jogar como defesa nas camadas jovens do Sport Lisboa e Cartaxo. Hoje estou na comissão administrativa do clube há três anos. Fazemos a organização de toda a instituição. Apesar das dificuldades tentamos fazer o nosso melhor.
Desde pequeno que gosto do Futebol Clube do Porto. Naquela altura era o clube que ganhava. Tento ir ver os jogos que o Porto faz na zona de Lisboa. Não sou um adepto ferrenho e consigo admitir quando a equipa joga mal. O meu pai é benfiquista.
Nasci e vivo no Cartaxo e gosto muito de aqui viver. É aqui que tenho a minha família e os meus amigos. Penso que o Cartaxo podia estar melhor do que está. Podíamos ter uma zona industrial mais desenvolvida com muitas empresas mas para isso tinha que existir mais investimento.
Antes da Ortobest ajudei o meu avô numa empresa de moagem de cereais chamada EMEL. Trabalhei também nos mármores no Cartaxo. Depois de tirar um curso de um ano de delegado de informação médica entrei para o ramo hospitalar. Ao fim de seis anos abri esta empresa que tem hoje 14 anos. Aqui sou, acima de tudo, comercial, mas também faço a gestão financeira e administrativa da empresa.
Grande parte dos meus dias é passada na rua. Trabalho junto dos clientes e procuro novos clientes. Tento criar novas parcerias e vendo material médico hospitalar e ortopédico. Também visito clínicas, hospitais, lares e instituições e aplico ortóteses nos utentes. Temos mais duas lojas em Vila Franca de Xira, uma em frente ao Centro de Saúde e outra dentro do hospital. É preciso lutar bastante para ter sucesso e expandir o negócio, mas o balanço é positivo.
A crise afectou muito os reformados que são quem mais precisa dos nossos produtos. Tenho o privilégio de poder trabalhar com crianças de mobilidade reduzida. Sinto-me gratificado quando consigo melhorar a sua qualidade de vida. Sou mais sensível aos seus problemas porque tenho filhos.
Tenho sempre o telemóvel ligado e nunca trabalho só oito horas diárias. Nos últimos tempos tenho conseguido tirar mais algum tempo para mim mas mesmo nas férias acabo sempre por trabalhar.
Nos tempos livres aproveito sempre para estar com os meus filhos. Tenho dois rapazes, um com doze e outro com sete anos. Jogo à bola com eles e ambos já treinam no Sport Lisboa e Cartaxo. Também ando de bicicleta e antes jogava muito ténis, mas o tempo é cada vez menos.
Todas as praias são as minhas praias preferidas. Gosto de praias sejam elas onde forem e faça o tempo que fizer. Gostava muito de viver à beira-mar. Não tenho nenhuma casa na praia, mas se pudesse passar mais tempo junto ao mar passava.

“A crise afectou os reformados e são eles quem mais precisa de material ortopédico”

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...