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24/06/2017
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Sandra com o pai, Joaquim Ferraz Lélé
Sandra reencontrou o pai 31 anos depois e diz que é a maior alegria da sua vida
O divórcio dos pais fez com que Sandra tivesse ficado sem pai aos dois anos. 31 anos depois conseguiu encontrá-lo satisfazendo o maior desejo da sua vida. O reencontro já originou também verdadeiros momentos de felicidade.
Edição de 15.03.2017 | Sociedade

Sandra Maria Borges Ferraz Dias, 33 anos, vive na Chamusca desde os 16 anos e trabalha atrás do balcão do café (Café da Praça). Foi com essa idade que deixou Alpiarça, onde nasceu, e casou com Beny, com quem ainda hoje divide a vida e a casa de família.
Quando tinha dois anos Sandra perdeu o pai. Não o perdeu por ter morrido mas devido à separação dos pais. Até aos 16 anos Sandra foi criada pelos avós maternos. Logo a seguir à separação, a mãe emigrou e encetou uma nova vida. O pai desapareceu sem deixar rasto. Sandra ficou com os avós maternos que a criaram e deram educação.
Há muitos anos que Sandra pensava no pai e na sua sorte. O seu maior desejo era saber dele; sempre alimentou a esperança de o conhecer e de lhe poder chamar pai pelo menos uma vez na vida.
Trinta e um anos depois, Sandra conseguiu cumprir esse sonho. Foi ela que expressou por escrito para O MIRANTE o seu sentimento sobre o que lhe está a acontecer:
“Há acontecimentos na vida em que tudo o que resta são zangas e separações, onde quem paga o preço são quase sempre as crianças. Como aconteceu comigo que acabei por ser criada pelos meus avós maternos, por quem tenho um enorme carinho; no entanto nunca me deram a oportunidade de conhecer o meu pai. Ficou um vazio no coração; uma saudade por alguém que fazia parte de mim, mas que eu não conhecia. Passei a minha infância e adolescência sempre a sonhar com o dia em que viria a conhecê-lo e ouvir a sua voz. Quando passei os meus 20 anos ainda fiz algumas tentativas para o encontrar mas sem sucesso. Passaram mais alguns anos e nem por isso o desejo de encontrar o meu pai diminuiu; antes pelo contrário. Em Fevereiro deste ano resolvi tentar mais uma vez; com a ajuda de duas pessoas amigas da Chamusca, em conjunto com elementos da Junta de Freguesia de Castelo Branco, finalmente recebi uma morada e um contacto. Já viajei duas vezes até Castelo Branco. Falei com o meu pai, conheci-o, e a emoção não podia ser maior; além de um pai ainda recebi uma irmã e um irmão”.
Sandra não esquece o apoio do marido na concretização do sonho de vir a conhecer o pai. Por isso faz questão de o lembrar no seu testemunho. Mas é ao pai, Joaquim Dias Ferraz Lélé, que ela quer fazer chegar a mensagem da sua felicidade:
“Pai, és tudo o que sempre sonhei e muito mais; tenho muito orgulho de ser tua filha e chamar-te pai. Adoro-te muito e aos meus irmãos. Obrigada pelos dias maravilhosos que já passamos juntos; prometo fazer o que for preciso para que esta relação resulte; agora não vou deixar que mais nada se intrometa entre nós”.

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