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Demolições de casas dos fragateiros da Póvoa de Santa Iria arrancam dia 26
DEMOLIÇÃO. Barracas e cais palafíticos vão abaixo já a partir de dia 26 de Abril

Demolições de casas dos fragateiros da Póvoa de Santa Iria arrancam dia 26

Alguns populares queixam-se de falta de alternativas para guardar o material. O edital está na rua: os fragateiros que ocupam ilegalmente há décadas as margens da zona ribeirinha da Póvoa de Santa Iria terão de remover todos os seus pertences até dia 26 de Abril, data em que arrancam as demolições do espaço.

Edição de 13.04.2017 | Sociedade

A Câmara de Vila Franca de Xira deu aos fragateiros da Póvoa de Santa Iria um prazo até dia 26 de Abril para que estes retirem todos os seus pertences das arrecadações ilegais existentes na zona ribeirinha da cidade. Nessa data avançam as demolições dos cais palafíticos e das arrecadações abarracadas que ali existem para que os trabalhos de concretização do parque urbano Moinhos da Póvoa possa avançar.
Alguns fragateiros estão descontentes com a forma como o processo tem sido conduzido porque o município não disponibilizou um local temporário onde os fragateiros possam guardar os seus materiais de pesca. Muitos não têm onde colocar os seus pertences logo que as demolições avancem, como O MIRANTE já tinha dado nota.
Esta semana um novo alerta foi deixado por Francisco Guerreiro, eleito da CDU na Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, que pediu ao presidente melhor ajuda à comunidade. “As pessoas estão preocupadas porque a câmara não lhes arranjou um local onde possam guardar as redes de pesca, os motores, tintas e materiais que lá têm. Estamos a falar de pessoas que cresceram ali e ali têm estado a vida toda. É uma questão sentimental. Mereciam da parte da câmara e da junta outra atenção e outro tratamento. O presidente da junta [Jorge Ribeiro, PS] conhece o assunto e nem se dignou ir lá conversar com as pessoas”, criticou.
O presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS), defendeu que “meia dúzia” de fragateiros não podem “prejudicar uma população inteira” e reforçou que a situação configura um caso de “décadas de ilegalidades”. O seu vice-presidente, Fernando Paulo Ferreira (PS), acrescentou que durante o período público de audiência nenhum dos visados apresentou qualquer contestação.
“Tivemos o cuidado de todos os proprietários de embarcações e com carta de pescador activa tivessem a sua situação regularizada. Os restantes não se envolveram na resolução da sua questão na altura devida e agora também não vieram pedir nenhum esclarecimento suplementar. [Os fragateiros] não têm direito sobre aquele espaço, competindo às pessoas retirar o que entenderem e o que não sair entrará no processo de demolição e será encaminhado consoante o tipo de resíduo que dali se venha a retirar”, explica o vice-presidente.
Tirando alguns pescadores que já demoliram as estruturas voluntariamente, a maioria não o fez por considerar que não foram criadas alternativas que permitam guardar o material de pesca enquanto decorrem os trabalhos.

Demolições de casas dos fragateiros da Póvoa de Santa Iria arrancam dia 26

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