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24/04/2017
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PREOCUPAÇÃO. Moradores de Vila Nova da Rainha temem pela sua segurança sempre que precisam de atravessar a Estrada Nacional 3
Enquanto não chegam as obras continuam os atropelamentos na Nacional 3 em Azambuja
Passadeira para peões situada numa curva há muito que é considerada perigosa
Edição de 20.04.2017 | Sociedade

Em média morrem duas pessoas e quatro ficam gravemente feridas, todos os anos, no troço entre Carregado a Azambuja. População pede medidas que permitam reduzir perigo na passadeira, que é usada várias vezes ao dia pela população para aceder à estação de comboio e apanhar o autocarro.
O troço da Estrada Nacional nº 3, entre o Carregado a Azambuja, e que atravessa a localidade de Vila Nova da Rainha, é considerado perigoso devido aos frequentes acidentes. Um dos locais de maior risco é numa passadeira perto da estação dos comboios, que pela sua configuração, continua a fazer vítimas quase todas as semanas. Já foram prometidas obras para o troço, nos próximos três anos, mas enquanto os trabalhos não são feitos há pessoas a serem atropeladas.
Na última semana voltou a verificar-se um atropelamento no local embora sem gravidade. Há um ano, em Março, uma habitante perdeu a vida depois de ter sido atropelada por um camião quando atravessava na passadeira. A colisão desta última semana veio avivar os receios da população sobre o que consideram ser a perigosidade da estrada. Alguns moradores dizem que o problema está a ser desviado para a valeta e pedem uma intervenção que permita reduzir os acidentes no local.
A maior preocupação prende-se com a passadeira com semáforos que fica situada numa curva da estrada nacional. A passagem para peões é usada todos os dias pela população e pelos estudantes que se deslocam de autocarro e de comboio. Ao longo dos anos já ceifou várias vidas em acidentes, ocorridos especialmente durante a noite, por condutores que não respeitaram os semáforos ou circulavam em excesso de velocidade.
“Havia uns semáforos intermitentes a avisar para a proximidade da passadeira mas como avariaram foram removidos. Os semáforos estavam no local porque a passadeira fica numa curva e os condutores que circulem com mais velocidade não a vêem. Mesmo que o semáforo na passadeira esteja vermelho para os peões pode sempre estar gente a passar. Muita gente ignora o vermelho”, alerta Rui Pires, morador.
Para os residentes uma das soluções seria colocar lombas no local, que forçassem os condutores a reduzir a velocidade, ou semáforos redutores de velocidade, que ligassem o vermelho em velocidades superiores a 50 quilómetros por hora, que é o máximo permitido neste troço. “Aqui ninguém passa a 50 à hora”, garante Fernando Almeida, outro morador da freguesia.
A Infraestruturas de Portugal (IP) já tinha anunciado, no início deste ano, que nos próximos três anos vão ser investidos cerca de dois milhões de euros na requalificação do troço entre Azambuja e Carregado, onde se inclui também este local de Vila Nova da Rainha. O objectivo é reduzir a sinistralidade e melhorar as condições de segurança da via, que matou trinta pessoas nos últimos 15 anos na sequência de 475 acidentes de viação. A média redonda é de dois mortos por ano. No total ficaram gravemente feridas 67 pessoas.

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