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Jogos Santa Casa distribuem o maior valor de sempre de 672 milhões a beneficiários sociais
Edição de 11.05.2017 | Economia

Os jogos da Santa Casa distribuem 672 milhões de euros pelos beneficiários sociais, entre os quais estão o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o Ministério da Saúde e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), que gere o jogo. Este é o maior valor de sempre no apoio à solidariedade social. Nos resultados financeiros, destaque para o facto de o Estado ter recebido no ano passado cerca de 183 milhões de euros em Imposto do Selo. Segundo a Santa Casa a raspadinha é cada vez mais o jogo preferido dos portugueses e o Placard já representa quase 14 por cento das vendas totais dos jogos.
Os 672 milhões entregues para apoio aos necessitados em 2016, representam, em relação a 2015, um aumento de 11,4% do valor distribuído. O que resulta do crescimento das vendas brutas dos Jogos Sociais no ano passado, que atingiram 2,7 mil milhões de euros. “Trata-se do valor mais alto de sempre, representando um aumento de cerca de 24% face à faturação global de 2015, e que demonstra, por um lado, a capacidade que o Departamento de Jogos tem tido na diversificação e evolução dos seus produtos e, por outro, a confiança, cada vez maior, que os portugueses depositam nas Boas Causas dos Jogos Sociais”, refere a SCML.
A Raspadinha representa já quase 50% das vendas globais dos Jogos, com 1359 milhões de euros de faturação em 2016. O Placard, lançado em 2015, registou um crescimento exponencial no ano passado, com 385 milhões de euros de faturação, cerca de 14% das vendas totais. As Apostas Mútuas (Euromilhões, Totobola, Totoloto, Milhão e Joker) mantêm a ligeira tendência de queda, ficando nos 34,6% das vendas totais em 2016. Também a Lotaria Nacional registou uma pequena quebra em relação a 2015.
Das verbas a distribuir pelos beneficiários sociais, definidas por lei, assim como as verbas a receber por cada um, destacam-se o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e o Ministério da Saúde, 34,5% e 16,4%, respetivamente. São ainda distribuídas verbas pelo Ministério da Administração Interna, nomeadamente para as áreas dos “riscos sociais” e “policiamento de espetáculos desportivos”, e pela Presidência do Conselho de Ministros, em concreto para “fomento cultural” ou para o Instituto Português do Desporto e Juventude. O Ministério da Educação é igualmente contemplado com as verbas dos Jogos Sociais, assim como as direções regionais do desporto da Madeira e dos Açores.
A SCML é um dos principais beneficiários, com 27,76 % dos resultados dos Jogos Sociais, o que em 2016 representou sensivelmente 200 milhões de euros, um acréscimo de 13,4% face a 2015. Os rendimentos dos Jogos Sociais representaram 85% das receitas correntes da SCML, que no exercício de 2016 ascenderam a 237 milhões, um aumento de 9,4% em relação ao ano anterior.
A administração da SCML tem vindo a apostar na “diversificação da origem do financiamento da instituição, como é exemplo a valorização do seu património, através do arrendamento de imóveis, o que gerou um aumento de receitas de 16,5% face a 2015”. A SCML teve um resultado líquido em 2016 de 21,1 milhões de euros, superior em 15,3 milhões de euros face ao ano de 2015, e superiores em 30 milhões de euros face ao previsto em orçamento. “Além da variação positiva da distribuição dos resultados dos Jogos Sociais, este resultado justifica-se por um controlo eficaz da despesa corrente, nomeadamente em compras, fornecimentos e serviços externos, verificando-se uma redução em relação a 2015, registando-se no ano passado 56,4 milhões de euros, menos 2,4 milhões de euros (-4,1%) que no período homólogo”, refere a SCML.
A Santa Casa destaca ainda que “ao nível da distribuição da despesa total, a Ação Social continua a representar a maior fatia, com 111 milhões de euros (55,7%), e a Saúde com 50 milhões (25,2%). Apesar do aumento em subsídios, bolsas e apoios financeiros e dos encargos com a gestão de equipamentos transferidos pelo Estado, as despesas correntes da Ação Social aumentaram apenas 0,9% face a 2015, num sinal claro de um esforço de contenção e gestão rigorosa dos recursos disponíveis. Também na área da Saúde o acréscimo das despesas correntes foi de apenas 1,2%”.

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