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Agribusiness já rendeu mais de 400 mil euros em exportações

Agribusiness já rendeu mais de 400 mil euros em exportações

Evento organizado no final de Junho pelo Agrocluster Ribatejo já rende dividendos aos partcipantes.

Edição de 16.08.2017 | Economia

O Agrocluster Ribatejo anunciou que foram já efectuadas exportações portuguesas no valor de mais de 415 mil euros, na sequência da realização do Agribusiness 2017, que decorreu em Alcanena de 26 a 28 de Junho, esperando-se que este número possa vir a aumentar significativamente, se se vierem a confirmar as perspectivas de negócios futuros.
Esse foi o resultado apurado após a realização de um inquérito às empresas estrangeiras presentes, que determinou ainda que mais de metade das empresas participantes realizaram negócios durante o evento (56%), e das que não realizaram, existe uma probabilidade muito elevada de virem a realizar no curto prazo (89%), o que significa que o evento foi eficaz e correspondeu ao seu principal objectivo – a promoção das exportações das empresas da região.
O Agribusiness 2017 contou com a participação de 12 compradores internacionais oriundos de países como Alemanha, Brasil, Colômbia, Espanha, França, Holanda, Marrocos, Panamá, Peru, Reino Unido e Sérvia. O evento realiza-se no âmbito do projecto Agriexport, cujo objectivo é reforçar a competitividade das pequenas e médias empresas no domínio da internacionalização. O Agriexport é financiado pelo COMPETE 2020 no âmbito dos fundos comunitários.
Agribusiness foi agradável surpresa para o mercado americano
A realização de um encontro de negócios direccionado para o sector agroalimentar no Ribatejo é já uma aposta ganha pelo Agrocluster Ribatejo que realizou pela terceira vez na região o Agribusiness. No âmbito do acompanhamento prestado às empresas participantes e negócios iniciados no evento, o Agrocluster ficou a saber que os produtos portugueses têm grande potencial junto do mercado americano.
Pedro Ojeda, um espanhol que representa a empresa America Gourmet, foi o empresário dos Estados Unidos da América presente no Agribusiness 2017. Em jeito de balanço e acompanhamento aos empresários presentes, o Agrocluster Ribatejo falou com este empresário, que trabalha na área do comércio de produtos gourmet, e ficou a saber que os produtos portugueses têm grande potencial no mercado americano, em especial neste nicho, com parâmetros de exigência elevados.
“Os nossos clientes são hotéis de 4 ou 5 estrelas, restaurantes de nível alto e cadeias de distribuição gourmet. Distribuímos produtos alimentares, principalmente vinhos, azeites, azeitonas, entre outros”, começou por explicar o profissional, que continuou, revelando o balanço positivo que faz da sua presença no Agribusiness 2017. “Vim com uma ordem de compra muito clara dos EUA e consegui no evento todo o produto que necessitava”, fez saber.
O profissional, pela área de negócio que representa, está habituado a trabalhar com produtos com os mais elevados padrões de qualidade, pelo que o elogio aos produtos que conheceu no evento é um sinal claro de que os produtos portugueses têm efectivamente qualidade e oportunidades num mercado tão exigente como é o americano.
“Os produtos portugueses são magníficos, de muito boa qualidade. O presunto que provei aqui não tem nada a ver com os de Espanha, que já são bons, e os vinhos são espectaculares”, transmitiu, notando ainda a clara preocupação das empresas portuguesas para com a sua imagem.

Agribusiness facilita contacto com mercados externos
Uma das vantagens do Agribusiness é colocar, no mesmo espaço, empresários portugueses e estrangeiros à mesa para realizar negócios. Em apenas dois dias, o Agrocluster concretizou uma agenda de reuniões onde fez coincidir os interesses das empresas nacionais e das empresas estrangeiras, no total de mais de 500 reuniões realizadas.
Também da parte das empresas portuguesas, o feedback tem sido positivo. Luís Fidalgo e Teresa Nicolau, sócio-gerente e responsável do Departamento de Qualidade e Comercial da Fidalgo Casa Agrícola, empresa agrícola na região do Ribatejo e Oeste produtora de hortícolas e cereais, relataram ao Agrocluster Ribatejo a sua experiência.
A empresa, contou o seu sócio-gerente, esteve no evento com o objetivo de aumentar o seu volume de exportação, que de momento é ainda residual, e definiu como mercados-alvo prioritários a Alemanha, França e Inglaterra. “O balanço é de participação no Agribusiness é positivo. Estas iniciativas são promissoras, abrem-nos mercados lá fora e facilitam-nos contactos. Obviamente que pós-evento os contactos têm de ser trabalhados, mas temos tido bons resultados com a participação neste tipo de eventos”, disse Teresa Nicolau.

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