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Confraria Gastronómica de Almeirim veio evitar o desaparecimento de produtos típicos

Confraria Gastronómica de Almeirim veio evitar o desaparecimento de produtos típicos

Entidade que organiza o Festival da Sopa de Pedra continua a tentar lançar no mercado novos produtos

Edição de 23.08.2017 | Sociedade

A Confraria Gastronómica de Almeirim já tem praticamente preparada mais uma edição do Festival da Sopa de Pedra, que decorre de 30 de Agosto a 3 de Setembro no Parque das Tílias, junto à praça de toiros da cidade. O grão-mestre da confraria, Rui Figueiredo, revela a
O MIRANTE que nesta quinta edição a novidade será o facto de a corrida Al Color Night Run, no dia 2 de Setembro, terminar no recinto do certame. A organização decidiu ainda melhorar o espaço e as condições dos expositores, investindo em tendas.
Actualmente a confraria tem quatro dezenas de membros que colaboram na organização de actividades, para além dos confrades de honra, que são convidados para também fazerem parte da associação. Rui Figueiredo realça que a constituição da confraria, em 14 de Maio de 2004, veio permitir que certos produtos típicos não desaparecessem. Um exemplo é o bolo finto de Almeirim que estava “praticamente esquecido”. “Nós só o conseguimos encontrar já em Paço dos Negros, entre as pessoas mais velhas. Estava mesmo quase a desaparecer a receita”, conta.
O festival é uma das actividades mais visíveis da confraria mas esta está empenhada em outros projectos para valorizar a gastronomia e as tradições de Almeirim. Na edição do ano passado tinha sido anunciada a intenção de se comercializar um doce e um salgado confeccionados com ingredientes da sopa de pedra mas ainda não se conseguiu encontrar um parceiro. Estes dois produtos foram desenvolvidos pela associação, como forma de promover a gastronomia local. O objectivo é que quem vem comer a sopa de pedra, a Almeirim, possa adquirir uma caixa e levar para casa ou oferecer a alguém. “Falta-nos só alguém que nos produza e venda”, refere Rui Figueiredo.
O pastel do frade (doce), feito à base de feijão, e a trouxa da pedra (salgado), à base de sopa de pedra, que foram lançados há quase quatro anos, têm sido, para já, divulgados nos vários eventos onde a confraria se desloca, nomeadamente em feiras, exposições e mostras por todo o país.
Apesar de a sopa de pedra ser algo impossível de se desassociar de Almeirim, a confraria continua a apostar na promoção da caldeirada de bacalhau à moda de Almeirim, “um prato que não existe em mais lado nenhum a não ser em Almeirim”, segundo o grão-mestre. Este prato é confeccionado com os enchidos tradicionais da sopa da pedra, a “rainha da terra”, e bacalhau mas ainda é raro encontrar-se nas ementas dos restaurantes da terra. Rui Figueiredo recorda que Almeirim é dos principais polos gastronómicos do país, quer pela dimensão do número de restaurantes, quer pela sua “centralidade, que faz com que pessoas venham tomar uma refeição em Almeirim”.

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