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Cães vadios estão a acabar com explorações de ovinos no Médio Tejo

Edição de 06.09.2017 | O MIRANTE dos Leitores

Estes casos já são notícia há muito tempo e o veterinário Adérito Galvão, que foi ouvido pelo jornalista, põe o dedo na ferida quando diz que os cães só são considerados perigosos quando atacam pessoas e que a tendência é para proteger os cães contra qualquer forma de repressão, fazendo com que o facto de eles não atacarem outros animais não seja considerado grave, nem seja reclamada a sua punição, visto que eles apenas seguem o seu instinto natural.
Mas mais grave que o que ele diz é o facto de, como é sabido, até exista pressão de certas pessoas para que, mesmo em situações de ataque a pessoas, os cães sejam protegidos, o que diz bem do nível de idiotice em que certas pessoas já chegaram.
Os proprietários dos animais que possam agir vão ter que o fazer por conta própria uma vez que o Estado não os protege e os seguros, embora possam minorar os prejuízos, nunca os compensam dos danos causados por estas matilhas. Infelizmente vão ter que ter atenção porque para além de perderem o gado ainda podem vir a ser multados ou condenados a prisão por se defenderem e defenderem os seus bens.
Não sei se os jornalistas que fazem reportagens nas zonas dos fogos também não explicam, se com a morte de muitos animais, tanto selvagens como domésticos, não aumentaram os ataques de cães selvagens. Seria importante saber mas quem é que quer saber do interior? Antigamente dizia-se que Portugal era Lisboa e o resto era paisagem. Agora já nem paisagem é porque ardeu quase tudo.

Jorge Teles Monteiro

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