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Vila Franca de Xira com Unidade de Apoio à Vítima Migrante

Vila Franca de Xira com Unidade de Apoio à Vítima Migrante

Novo serviço tem recebido pedidos de apoio por parte de pessoas de todo o concelho. A maioria das pessoas que procuraram apoio é originária de países africanos de língua oficial portuguesa ou do Brasil.

Edição de 06.09.2017 | Sociedade

Vila Franca de Xira foi o local escolhido pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) para abrir uma Unidade de Apoio à Vítima Migrante, que começou a funcionar em Abril, embora a inauguração oficial esteja agendada só para Outubro.
Esse serviço surge no âmbito da Rede de Apoio à Vítima Migrante e de Discriminação da APAV, que tem vindo a apoiar pessoas migrantes desde 2005. A equipa técnica é composta por uma psicóloga e uma jurista apoiadas por uma equipa de voluntários. A Unidade de Vila Franca de Xira tem como público-alvo os cidadãos nacionais de países terceiros (não-europeus). A maioria das pessoas que procurou apoio da unidade é originária de países africanos de língua oficial portuguesa ou do Brasil. “Temos recebido pedidos de apoio por parte de pessoas de todo o concelho de Vila Franca de Xira, desde a Póvoa de Santa Iria a Castanheira do Ribatejo”, esclarece ainda a APAV.
“A unidade tem vindo a receber um número crescente de pedidos de apoio. As situações de crime ou violência que levam as pessoas a procurar o nosso apoio são diversas: as vítimas de violência doméstica, homens e mulheres, constituem a maior percentagem, mas temos vindo a apoiar pessoas vítimas de discriminação, perseguição, ameaças e outros crimes”, esclarece a APAV, alertando que uma das dificuldades que as vítimas enfrentam é “a ausência de uma rede de suporte social, uma vez que frequentemente se encontram longe da família e amigos”.
Outras dificuldades, como a barreira da língua e o desconhecimento dos seus direitos e serviços de apoio, constituem obstáculos na hora de obterem apoio. “Na maioria dos casos tem sido a vítima a contactar-nos ou a ser encaminhada por outras entidades de apoio social ou pela polícia, mas também temos algumas situações em que são amigos ou familiares a fazê-lo”, avisa a APAV.

Vila Franca de Xira com Unidade de Apoio à Vítima Migrante

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