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Esclarecimento do presidente da Associação de Estudantes da ESAS sobre as praxes

Edição de 18.10.2017 | O MIRANTE dos Leitores

Relativamente ao publicado na edição de O MIRANTE de 12 de Outubro, na página 18, venho esclarecer a minha posição, manifestando o enorme pesar com que me deparo com a má interpretação dos leitores perante as minhas declarações, que por sua vez seriam supletivas das declarações prestadas pelo Sr. Diretor da mui nobre escola relativas à temática das praxes.
O primeiro impacto para o novo aluno (caso o queira, não é obrigatória) é a praxe, tendo esta a função de ambientar o recém-chegado “ao mundo novo”, onde tudo é diferente, as pessoas, a cidade, o novo cotidiano, a ausência do “colo” dos pais e tudo o que engloba a nova etapa da sua vida pessoal e académica.
Ao contrário do que muitos pensam e falam (por nunca o terem vivido como nós, praxados) a praxe integra, abre portas, é aqui que se sinaliza maioritariamente os casos de alunos carenciados e/ou com necessidades educativas, fazendo a ligação aos órgãos sociais e pedagógicos. É neste impacto que se formam laços para o resto da vida, ao nível profissional e pessoal, aqui se unem famílias e nascem fortes amizades que só findam com o términus da vida demonstrando a união da nossa “família CHARRUA”.
A praxe é uma temática delicada e é necessário que os leitores não fiquem pelo garrafal “se eu mandasse todos os dias os caloiros mexiam em bosta”. Passo a contextualizar tal declaração: A praxe com bosta é proibida na ESAS, contudo acho que seria algo banal mexer na mesma, uma vez que os futuros profissionais saídos da mesma na sua área de trabalho terão de o fazer no seu cotidiano, preparar para as unidades curriculares e vida profissional. Se substituísse a palavra bosta pela palavra terra o contexto permanecia e a polémica desapareceria!
A dureza, como disse, é relativa e subjetiva “uma vez que nem todos possuem a mesma resistência física e psicológica”, contudo a praxe adapta-se consoante as necessidades e capacidades de cada um, pois todos somos diferentes, mas todos iguais. Os cabelos por respeito e por igualdade rapados para que se sintam um só, demonstrado a união, igualdade e solidariedade, valores de ser Charrua (segundo George Orwell, em A Revolução dos Bichos, “Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros”).
Quanto a comentários descabidos por falta de informação de muitos, caem no precipício da falta de respeito e educação. Falar! falamos todos, fazer! nem todos. E a quem se sinta ofendido, garanto em nome pessoal que não sentem maior tristeza que eu ao ver ao que chegamos através de algo talvez premeditado para denegrir a imagem da Escola Superior Agrária de Santarém utilizando a temática das praxes. O melhor é virem ver e viver a ESAS…
Aqui tudo é diferente, é centenária, é mítica… É FRUTUÁRIA…É REGENTES…É AGRÁRIA. São 130 anos de história com as suas “estórias” que não deveriam ser abaladas por más interpretações. Porque esta continua a ser A MELHOR ESCOLA DO MUNDO. “Não há Outra Escola Assim”.
Ivan Ferreira
Presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior Agrária de Santarém

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