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Trabalhadores das Carnes Nobre em luta por melhores salários e fim da precariedade
PROTESTO. Manifestação dos trabalhadores das Carnes Nobre percorreu as ruas de Rio Maior

Trabalhadores das Carnes Nobre em luta por melhores salários e fim da precariedade

Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes apela ao diálogo social e ao sentido de responsabilidade dos sindicatos.

Edição de 15.03.2018 | Economia

Muitos trabalhadores das Carnes Nobre fizeram greve na tarde e noite de quinta-feira, 8 de Março, e manifestaram-se nas ruas de Rio Maior, onde a empresa está instalada. Os trabalhadores, na sua maioria mulheres, reivindicam melhores salários, o cumprimento da lei no que diz respeito aos horários de trabalho e atribuição de horas de amamentação a trabalhadoras lactantes, bem como a redução dos vínculos de trabalho precários.
Os manifestantes seguiram em cortejo até à Câmara Municipal de Rio Maior, onde uma delegação sindical foi recebida pela presidente do município, Isaura Morais (PSD), a quem pediram solidariedade e compromisso político para consciencializar a administração da empresa. Na manifestação marcou ainda presença o deputado do PCP, António Filipe.
Em comunicado, a União de Sindicatos de Santarém saudou os trabalhadores “pela sua coragem e unidade”, acrescentando que “esta foi sem dúvida a mais bela forma de comemorar o dia 8 de Março, pois reivindicar a igualdade e o respeito é a melhor forma de fazer valer os valores emanados do Dia Internacional da Mulher”.
Contactada pela agência Lusa, a empresa remeteu uma reacção para a Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes (APIC), de que a Nobre Alimentação é associada. Numa “nota de esclarecimento”, a APIC declara que, nos últimos anos, têm sido desenvolvidos esforços para a existência de tabelas salariais “que permitam um nivelamento salarial devidamente ajustado às funções”.
Afirmando defender o diálogo social, a APIC apela ao “sentido de responsabilidade dos sindicatos para que neste processo sejam encontradas as soluções mais adequadas para o sector e para os seus trabalhadores”, sublinhando ser sua missão “assegurar a competitividade necessária para que o sector continue a crescer dentro e fora do país”.
“Os associados da APIC empregam cerca de 6600 trabalhadores e mantêm o seu forte compromisso com a valorização da dignificação de todos os seus colaboradores”, acrescenta.

Trabalhadores das Carnes Nobre em luta por melhores salários e fim da precariedade

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