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Obras na Secundária Maria Lamas deixam de fora intervenções prioritárias
O presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira, explicou que o dono da obra é o ministério da educação

Obras na Secundária Maria Lamas deixam de fora intervenções prioritárias

Requalificação da escola de Torres Novas não contempla edifício com problemas estruturais que já esteve para ser demolido, nem prevê a remoção da cobertura de fibrocimento das oficinas. Pais e professores manifestaram desagrado na apresentação do projecto.

Edição de 15.03.2018 | Sociedade

Alguns pais e professores discordam do projecto de requalificação da Escola Secundária Maria Lamas e deixaram isso bem claro durante a sessão de apresentação do projecto, no dia 7 de Março, em Torres Novas. As obras serão centradas no edifício principal e no ginásio, mas os contestatários consideram que deviam contemplar também a remoção do telhado de fibrocimento (material que contém amianto) das oficinas e obras no edifício mais recente, inaugurado em 2002, que tem fissuras e infiltrações de água. Uma situação que interfere com a instalação eléctrica e representa um risco para a segurança de alunos, professores e funcionários.
Pais e professores manifestaram ainda dúvidas quanto à execução da obra, tendo em conta intervenções anunciadas anteriormente, que nunca se concretizaram. “É mais uma promessa senhor presidente ou já está tudo encaminhado? Temos sérias dúvidas de que se venha a concretizar a curto prazo ou sequer que aconteçam”, disseram.
Estas intervenções levaram o director do Agrupamento de Escolas Gil Paes, Paulo Renato, a pedir contenção e cortesia nas palavras, e a lembrar que a câmara municipal era convidada da escola e está a assumir uma obra que é da responsabilidade do Ministério da Educação.
O presidente da Câmara de Torres Novas, Pedro Ferreira (PS), disse que este é o projecto possível, com candidatura a fundos comunitários já aprovada e cujas obras foram decididas pelo Ministério da Educação, dono da obra. “A câmara vai executar os trabalhos, mas quem manda é o ministério, visto que é da responsabilidade do poder central intervir nas escolas do ensino secundário”, explicou.
O autarca informou que a obra vai avançar com uma comparticipação de fundos comunitários de 850 mil euros, a que se juntam 80 mil euros disponibilizados pelo Governo, e a câmara vai assumir cerca de 500 mil euros para requalificar o edifício principal e o ginásio da escola. O projecto já está aprovado e segue-se o concurso público, que deverá demorar cerca de seis meses. “Espero que a obra arranque ainda este ano”, referiu Pedro Ferreira.
Relativamente ao telhado de fibrocimento nas oficinas e às infiltrações que comprometem a instalação eléctrica do edifício mais recente, Paulo Renato garantiu que os técnicos da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares já foram informados da situação e aguarda-se uma vistoria para avaliar o procedimento.

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