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Revisão do PDM de Vila Franca de Xira contempla espaços para a indústria aeronáutica

Revisão do PDM de Vila Franca de Xira contempla espaços para a indústria aeronáutica

Alberto Mesquita defende que as oficinas de manutenção da TAP se mudem para Alverca. Concelho de Vila Franca de Xira continua empenhado na promoção de um cluster aeronáutico e promete reservar áreas na próxima revisão do Plano Director Municipal exclusivamente para o sector.

Edição de 21.03.2018 | Economia

A revisão do Plano Director Municipal (PDM) de Vila Franca de Xira vai contemplar a criação e a delimitação de áreas exclusivas para a implantação de negócios do sector da aeronáutica, em particular na cidade de Alverca, onde actualmente está implantada a fábrica da OGMA – Indústria Aeronáutica.
A novidade foi dada pelo presidente do município, Alberto Mesquita (PS), durante um debate promovido pela OGMA na manhã de terça-feira, 20 de Março, a propósito do presente e futuro da indústria aeronáutica. “A OGMA tem um papel decisivo no desenvolvimento económico e social de Alverca e do nosso concelho e a sua história centenária deve inspirar-nos para o que temos de fazer. A revisão do PDM permitirá criar espaços para que mais empresas ligadas a este sector possam vir para Alverca”, afirmou.
O autarca aproveitou a presença de vários chefes militares na sessão, bem como do ministro da Defesa, José Azeredo Lopes, para deixar o recado de que a pista de Alverca deve “conviver bem” entre as suas vertentes militares e de aviação executiva. “Este espaço precisa de um novo olhar porque os outros aeroportos que existem não são suficientes. A Portela está esgotada. Alverca poderia acolher voos executivos. Fico perplexo como esta pista, que é das melhores senão mesmo a melhor do país, não tem conseguido obter uma avaliação positiva, por tudo o que nos pode dar. O futuro do nosso desenvolvimento passa por esta pista”, defendeu Mesquita.
O autarca espera que o cluster aeronáutico desenvolvido em Alverca possa continuar a atrair negócios que orbitem em torno da produção aeronáutica e defendeu que, “pelo menos”, a manutenção dos aviões da TAP pudesse ser feita na zona de Alverca. “Estamos disponíveis para apoiar todas as iniciativas que nos sejam propostas. Já temos Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e Alfândega em Alverca, só precisamos de começar a colocar todos estes serviços a falar entre si”, defendeu o autarca, que voltou a realçar a necessidade de Alverca ter “uma escola de pilotos” e oferecer maior formação de técnicos especializados na manutenção aeronáutica.

Uma indústria de milhões
Marco Tulio Pellegrini, presidente e CEO da OGMA, referiu na sessão de abertura que a empresa vai continuar atenta ao mercado e quer continuar a responder às necessidades dos clientes. Agradecendo aos colaboradores pelo empenho que demonstram em levar além fronteiras o nome da OGMA, Pellegrini garante que Portugal tem mostrado “uma pujança evidente” no sector e que está a saber aproveitar o crescimento do sector da aviação civil.
Sector que Luís Castro Henriques, presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo (AICEP), estima vir a valer nos próximos anos cerca de 400 milhões de euros em exportações.
A conferência promovida pela OGMA, que integra o programa de comemorações do centenário da empresa, contou também com a presença do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, do secretário de Estado da Internacionalização, Eurico Brilhante Dias, do Director-Geral da Associação Empresarial para a Inovação, Jorge Portugal, do vice-presidente executivo de suporte e serviços da Embraer, Johann Bordais e o presidente da Junta de Alverca, Carlos Gonçalves.

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