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Insegurança no Sardoal causa alarme na comunidade
Jorge Esperto e António Marçal, habitantes do Sardoal, acreditam que os assaltos são obra de meliantes locais.

Insegurança no Sardoal causa alarme na comunidade

A agressão e violação de uma idosa foi o caso mais recente. Junta de freguesia vai efectuar vigilância de proximidade por causa dos assaltos.

Edição de 21.03.2018 | Sociedade

A agressão e violação de uma idosa de 83 anos no Sardoal, cujo caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária, chocou a população e essa ocorrência, associada a assaltos que tem havido na zona, levou também os autarcas a tomarem medidas. O presidente da Junta de Freguesia de Sardoal, Miguel Alves, disse a O MIRANTE que decidiu colocar equipas de dois funcionários nas ruas a fazer vigilância de proximidade para que as pessoas se sintam mais acompanhadas e tranquilas. O objectivo passa por tentar dissuadir eventuais tentativas de assaltos a casas de pessoas que vivam sozinhas ou cujas casas estejam desabitadas temporariamente. “Caso os funcionários detectem situações anómalas comunicam à GNR”, referiu Miguel Alves. Contactada por O MIRANTE a GNR informa que recebeu cinco queixas relativas a assaltos desde de Dezembro de 2017.
O presidente da Assembleia de Freguesia de Sardoal, Manuel Costa, acredita que os assaltos que se repetem são bem pensados, por pessoas da terra que sabem quando as casas estão sem ninguém. Quanto ao assalto e violação da idosa de 83 anos, que teve de ser internada no hospital, Manuel Costa considera que foi uma situação chocante que revela malvadez. “A senhora nem sempre cá está e naquele dia era para não estar. O assalto correu mal e o agressor fez-se passar por agente da GNR, levando a senhora a abrir-lhe a porta. Depois, nem sei o que pode ter passado pela cabeça do agressor”, contou.
Jorge Esperto, de 61 anos, e António Marçal, de 63, disseram a O MIRANTE que antes dos assaltos deixavam sempre os portões de casa abertos. Agora fecham tudo e andam sempre com a chave de casa. Estes habitantes de Sardoal acreditam que os assaltos são “obra” de meliantes locais e tudo porque há falta de trabalho que leva estas pessoas a assaltar para conseguir algum dinheiro.
O presidente da Câmara de Sardoal, Miguel Borges, adiantou a O MIRANTE que está atento a toda a situação, referindo que a falta de efectivos da GNR no país também penaliza os concelhos como Sardoal, mas acredita que esta situação se vai resolver com a intervenção de todos os responsáveis.
Miguel Borges e Miguel Alves aconselham as pessoas a seguirem os conselhos das autoridades e a não deixarem portas ou janelas das casas abertas. Caso estejam em casa, não devem abrir a porta sem antes perceberem de quem se trata e deixam uma mensagem de tranquilidade, visto que tudo está a ser feito para que a segurança de todos possa continuar a ser imagem de marca do Sardoal.

Insegurança no Sardoal causa alarme na comunidade

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