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Estação Zootécnica Nacional com vinte projectos de investigação em curso
Projectos de investigação têm um cofinanciamento de cerca de dois milhões de euros

Estação Zootécnica Nacional com vinte projectos de investigação em curso

Pólo dedicado à produção animal situado no Vale de Santarém retoma dinâmica de outros tempos. Ali vai nascer o Centro de Excelência para a Agricultura e a Agroindústria.

Edição de 29.03.2018 | Economia

A Estação Zootécnica Nacional (EZN), no Vale de Santarém, tem aprovados 20 projectos de investigação, com um cofinanciamento de perto de dois milhões de euros, que permitem retomar a dinâmica que fez deste pólo referência na investigação em produção animal.
“Se pensarmos que em 2016 tínhamos um projecto em curso, estamos com uma dinâmica muito boa, [com] um esforço muito grande” da equipa de 14 investigadores e nove técnicos superiores, disse à Lusa Olga Moreira, a coordenadora do Pólo de Santarém do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), que recentemente recuperou o nome da EZN, pelo qual ainda é conhecido na região.
Investigadores da EZN estão a trabalhar em projectos como a utilização de larvas de mosca soldado negro para a valorização de resíduos da agricultura; a substituição de cereais por subprodutos das agroindústrias na formulação de dietas para a engorda de borregos e de bovinos produzindo carne de qualidade diferenciada; e o controlo do parasitismo intestinal e de vegetação combustível, ao estudar as dietas seleccionadas por cabras em pastoreio, numa lógica de reaproveitamento de recursos (economia circular).
Olga Moreira disse que muitos dos projectos em curso procuram já responder aos objectivos identificados para o Centro de Excelência para a Agricultura e a Agroindústria, estrutura a criar em parceria com um vasto conjunto de instituições, protocolada em Abril de 2015 mas que aguarda financiamento comunitário para poder avançar, e que ambiciona funcionar como um “interface” com o tecido empresarial.
O projecto-piloto sobre o uso dos insectos envolve já três empresas, associações de agricultores e a EZN. Uma das empresas (Ingredient Odyssey) produz as larvas, a Agromais fornece os subprodutos agrícolas que iriam para aterro – as primeiras 10 toneladas foram de resíduos de cebola e de batata – e os investigadores estudam o uso das larvas (“engordadas” no processo de transformação dos subprodutos em fertilizantes agrícolas) para a alimentação animal.
“O seu uso está já autorizado para ‘pet food’ e para aquacultura, aguardando-se autorização para introdução na alimentação de aves”, disse Olga Moreira, sublinhando o “teor de proteína muito elevado” deste componente.
No âmbito deste projecto, além da caracterização química das larvas, os investigadores estão agora a estudar a digestibilidade das larvas em modelo de simulação para porcos e a ensaiar a substituição da soja por farinha de insectos na alimentação de frangos em engorda, avaliando ainda o impacto ambiental.
Olga Moreira destacou outra investigação em curso que visa utilizar subprodutos agroindustriais para a promoção e valorização da carne de ruminantes e que passa pela engorda de borregos com dietas em que os subprodutos da agroindústria (nomeadamente de citrinos, de beterraba e de soja) são utilizados em substituição dos cereais. O objectivo é obter carnes com maior valor nutricional, numa experimentação que será alargada em Maio a bovinos.

Estação Zootécnica Nacional com vinte projectos de investigação em curso

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