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As árvores à beira das estradas não são estorvo nem representam perigo

Edição de 03.05.2018 | O MIRANTE dos Leitores

Depois de ter abatido, por motivos de segurança, duzentas árvores que ladeavam a Estrada Nacional 114, no troço entre a localidade de Tapada, no concelho de Santarém, e Almeirim, a câmara deste último concelho anunciou que vai plantar um total de quatrocentas no mesmo local. As espécies escolhidas são choupos negros, choupos brancos e freixos de folha estreita.
Pessoalmente recebo esta notícia com satisfação porque não concordo com os fundamentalistas que consideram as árvores à beira das estradas um estorvo e um perigo para a circulação automóvel.
O que mais me aborrece nas auto-estradas portuguesas é aquela imensa monotonia de alcatrão. O que mais me agrada quando ando na estrada é ver a beleza da natureza e em Portugal há estradas lindas graças às árvores que as ladeiam.
Não podemos, só porque há condutores desastrados que devido à sua imprevidência, excesso de velocidade e ultrapassagens suicidas, se estampam contra as árvores, partir do princípio que elas são um perigo. Quem representa perigo, para si, para os outros e para as árvores, são os maus condutores. Por isso sou contra o abate de árvores em certas estradas pois defendo que quem deveria ser retirado das mesmas são esses condutores perigosos.
Joselino Tomás Heitor

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