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Empresário do Entroncamento denunciou alegada corrupção no Sporting
David Ribeiro, presidente do Núcleo Sportinguista do Entroncamento

Empresário do Entroncamento denunciou alegada corrupção no Sporting

Presidente do Núcleo Sportinguista do Entroncamento afirma que o denunciante, Paulo Silva, “não deve ser levado muito a sério” e confessa-se “triste e envergonhado” por ver o nome da cidade associado a esse caso.

Edição de 24.05.2018 | Desporto

O presidente do Núcleo Sportinguista do Entroncamento (NSE), David Ribeiro, diz-se “triste e envergonhado” por ver o nome da cidade associado ao alegado esquema de corrupção desportiva que envolve o empresário do Entroncamento Paulo Silva e algumas pessoas ligadas ao Sporting Clube de Portugal.
Foi Paulo Silva, também conhecido no Entroncamento por Paulo Farto, que denunciou às autoridades a alegada compra de árbitros e jogadores por parte do Sporting, nas modalidades de andebol e futebol. O empresário, apontado por alguma comunicação social como “sportinguista ferrenho”, foi sócio do Núcleo Sportinguista do Entroncamento há cerca de dez anos mas durante pouco tempo. “Pagou as quotas três meses, depois deixou de as pagar e nós riscamo-lo de sócio”, diz David Ribeiro, presidente do Núcleo, que confessa estar desgostoso com as notícias que têm saído sobre o clube leonino mas não dá grande crédito às denúncias de Paulo Silva.
“Fico em choque é por ver o clube do meu coração estar a ser envolvido em suspeições vindas de quem vêm. Esse senhor não é uma pessoa digna de crédito. Pelas informações que me foram sendo transmitidas por pessoas cá do Entroncamento, o Paulo sempre teve uma vida desviante”, disse David Ribeiro a O MIRANTE, ressalvando que a família do agora arguido é composta por gente que nada tem a ver com comportamentos dessa natureza. O pai de Paulo Silva, já falecido, foi guarda-redes do Ferroviários do Entroncamento durante muitos anos e “era uma pessoa muito séria”, destaca o dirigente.
Paulo Silva teve em tempos um negócio de venda de automóveis usados e é actualmente apontado como empresário de jogadores de futebol. David Ribeiro reforça que Paulo Silva é daquele tipo de pessoas que “não deve ser levado muito a sério” e afirma que o último contacto que teve com o empresário foi alguns dias antes do jogo do Sporting com o Atlético de Madrid para a Liga Europa, onde o Núcleo esteve presente com uma excursão de adeptos. Paulo Silva perguntou se havia bilhetes a preços mais convidativos, mas como não é sócio do NSE não teve direito a eles. “Se ele fosse um empresário importante e que conhecesse gente dentro da estrutura do Sporting precisava de vir aqui perguntar por bilhetes?”, questiona David Ribeiro com desconfiança.

Arguidos em liberdade
Além de Paulo Silva foram detidos o director do departamento de futebol do Sporting, André Geraldes, Gonçalo Rodrigues, empresário, e o braço direito do director do futebol, João Gonçalves. Paulo Silva é suspeito de ter corrompido árbitros de andebol e jogadores de futebol. Suspeita-se que vários árbitros receberam verbas entre os 1500 e os dois mil euros para beneficiarem o Sporting.
Ouvido em tribunal, Paulo Silva, alegado intermediário na tentativa de aliciamentos de jogadores adversários para tentar favorecer o Sporting, ficou proibido de falar com os outros arguidos e impedido de prestar declarações à comunicação social. O director para o futebol do Sporting, André Geraldes, foi o que sofreu a medida de coacção mais gravosa: ficou em liberdade mediante pagamento de caução de 60 mil euros.

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