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Alhandra cerra fileiras em defesa do balcão da Caixa Geral de Depósitos
Foto DR População saiu à rua para contestar o eventual encerramento do balcão da CGD

Alhandra cerra fileiras em defesa do balcão da Caixa Geral de Depósitos

Manifestação no último fim-de-semana juntou bastantes moradores. Banco não abre a boca sobre o assunto mas o PCP de Vila Franca de Xira assegura que a decisão está tomada e que o balcão da vila fecha portas no final de Junho.

Edição de 07.06.2018 | Sociedade

A população de Alhandra, concelho de Vila Franca de Xira, está apreensiva quanto aos rumores de que o balcão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) possa vir a encerrar portas no final de Junho e estão prometidos “duros protestos” caso isso venha a acontecer. Na manhã de sábado, 2 de Junho, a concelhia local do Partido Comunista Português (PCP) organizou o primeiro protesto em frente ao balcão de Alhandra, com o objectivo de “impedir o encerramento” do banco. Foram também recolhidas 500 assinaturas contra a medida.
O PCP assegura que o banco encerrará portas naquela vila no final de Junho. Fonte oficial da Caixa Geral de Depósitos, contactada por O MIRANTE, diz que não irá comentar o assunto. Mas o líder daquele banco, Paulo Macedo, já havia dito recentemente numa entrevista ao Eco que a CGD se estaria a preparar para encerrar entre 70 a 80 balcões este ano.
Alegadamente, o encerramento será motivado pelo fraco volume de operações que se realizam no balcão e os trabalhadores e os clientes de Alhandra serão, após o encerramento, distribuídos pelos balcões de Vila Franca de Xira e Alverca.
“Isto é uma vergonha e se acontecer vou tirar de lá a conta. Se a Caixa fechar será mais um golpe que se vai dar no comércio da vila”, lamenta Jerónimo Monteiro, morador. Outro morador, Pedro Horta, critica um possível encerramento notando que a CGD, “sendo um banco semi-público, deveria ter um papel mais social e menos ganancioso”. A população promete cerrar fileiras e estender o protesto até ao nível governamental, se necessário.
O presidente da junta de freguesia, Mário Cantiga, diz que a decisão, a concretizar-se, será “péssima” para o comércio local e para Alhandra. “Já somos uma vila bastante envelhecida e a existência do banco é determinante. Se fecham vai dar-nos um grande abanão pela negativa. O que a actual administração do banco está a fazer é tomar medidas de saneamento financeiro do banco prejudicando as populações e o serviço público que ele deve ter”, critica.

Alhandra cerra fileiras em defesa do balcão da Caixa Geral de Depósitos

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