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Divisão do Ribatejo coloca a identidade regional em risco

Edição de 07.06.2018 | Sociedade

Debate em Alcanena sobre “A Unidade do Ribatejo” apontou a necessidade da regionalização e criticou a quebra de unidade territorial resultante da divisão dos municípios por várias comunidades intermunicipais.
O presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, Pedro Ribeiro (PS), acredita que a regionalização em Portugal não avança porque não interessa a vários poderes instalados e considera que essa é uma situação que está a travar o desenvolvimento económico, social e cultural do Ribatejo e das outras regiões do país.
Num debate intitulado “A Unidade do Ribatejo”, realizada a 2 de Junho em Alcanena, o também presidente da Câmara de Almeirim destacou ainda que os fundos comunitários são fundamentais para o desenvolvimento dos concelhos, mas acredita que com a criação de estruturas supra municipais, eleitas pelos cidadãos, seria possível contribuir para um desenvolvimento económico, social e cultural mais harmonioso do país. “A regionalização com eleição directa é a única forma de impulsionar o desenvolvimento do território e de travar a saída dos jovens e a baixa natalidade”, concluiu o autarca socialista.
O debate juntou à mesa outros oradores, como o historiador Matias Coelho e o sociólogo Carvalho de Silva, antigo líder da CGTP – Intersindical. Matias Coelho considerou que o facto dos concelhos do Ribatejo estarem repartidos entre Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo e a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo afasta as pessoas da sua identidade ribatejana, porque estão de costas voltadas. “A marca Ribatejo é a âncora onde nos agarramos para sabermos quem somos”, disse, acrescentando que “é preciso procurar soluções, agitar as águas e as consciências para a necessidade de unir a identidade ribatejana”.
A ideia é partilhada por Carvalho da Silva, que adiantou que a organização do território é um dos principais problemas do país. “A identidade de uma região é uma mais valia para o desenvolvimento em todas as áreas e o Estado Central tem de começar a pensar seriamente na organização do território para permitir o progresso”, disse.

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