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Javalis causam estragos em São João dos Montes
Joaquim Costa já perdeu galinhas e patos por cusa dos javalis

Javalis causam estragos em São João dos Montes

Morador queixa-se dos danos causados pelos animais na sua propriedade, culpando-os pela morte de aves de capoeira. Associação de Caçadores local tem organizado batidas para controlar população desses animais selvagens.

Edição de 12.07.2018 | Sociedade

Joaquim Costa vive em São João dos Montes, no concelho de Vila Franca de Xira, e há dois anos que se depara com o aparecimento de javalis nos seus terrenos. Acredita que foram esses animais que lhe mataram cerca de dez galinhas e patos e já foi surpreendido por eles perto da sua casa.
Ao todo, diz que avistou sete desses animais. Nota também que há menos coelhos e perdizes naquela zona e que há locais onde a vegetação aparece pisada como se tivesse servido de cama para os javalis. Entre os que viu, conta que lhe apareceu no seu terreno uma fêmea com três crias. “A minha mulher viu um animal mesmo ali em frente. Quando os animais têm crias tornam-se mais perigosos”, afirma.
Depois de contactar a Câmara de Vila Franca de Xira, a Junta de Freguesia de Alhandra, Calhandriz e São João dos Montes e a GNR da Castanheira do Ribatejo, encontrou resposta na Associação de Caçadores de São João dos Montes que, em sintonia com o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), realizou batidas para tentar controlar a população de javalis.
Floriano Vieira, presidente da Associação de Caçadores de São João dos Montes, disse a O MIRANTE que tem informações do avistamento de cerca de dezoito javalis nessa zona no período de um ano e que foram abatidos cinco ou seis animais. Adianta ainda que há alturas próprias para as batidas e que esses animais se reproduzem com muita facilidade, o que torna difícil o controlo da sua população. Mas assegura que nenhum dos javalis abatidos apresentava sinais de estar infectado com qualquer doença, conforme o veterinário de serviço verificou.
As caçadas aos javalis necessitam da autorização do ICNF e dos proprietários dos terrenos (devido à proximidade das casas) e são acompanhadas por um médico veterinário que verifica o estado de saúde dos animais.
O presidente da Associação de Caçadores diz que nas últimas semanas não tem tido queixas dos proprietários e que a última vez que foi informado do avistamento de javalis foi há cerca de um mês. Floriano Vieira explica: “Ao contrário do que muita gente pensa, o javali não ataca pessoas. O javali ataca quando se sente ameaçado, está ferido ou percebe que lhe tentam fazer mal. Aí pode resistir um bocado e virar-se aos cães. Quando tem fome anda por todo o lado e come tudo o que consegue”, conlcui.

Javalis na origem de acidentes

O aparecimento desses animais selvagens não é novidade na zona. Em Janeiro deste ano, caçadores das Quintas, Castanheira do Ribatejo, promoveram uma batida que permitiu apanhar nove animais. No mesmo mês, dois javalis estiveram na origem de dois acidentes na Estrada Nacional 118, na zona da Quinta da Alorna, em Almeirim, dos quais resultaram danos materiais.
Já em Novembro de 1999, Sandra Luís, uma jovem de 28 anos de Santarém, morreu num despiste da viatura em que seguia provocado por um javali que atravessou a Auto-Estrada do Norte (A1), na zona do Carregado.

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