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Urbanização em Vialonga é um pesadelo para os moradores
Ana Luz representa cerca de duas centenas de moradores da urbanização

Urbanização em Vialonga é um pesadelo para os moradores

Encosta do Moinho ficou por acabar e construtor abriu insolvência. Habitantes dizem que vivem há uma década esquecidos pelo poder político. Só há um contentor do lixo, o mato está por cortar e o vandalismo preocupa.

Edição de 12.07.2018 | Sociedade

Quem vive na Encosta do Moinho, em Vialonga, não esconde o desagrado pelo cenário de abandono da urbanização onde vivem duas centenas de famílias. É uma urbanização inacabada por falência do construtor – C4 - e onde pouco ou nada tem sido feito nos últimos anos por parte do poder político.
Não há jardins ou espaços verdes, o mato cresce sem controlo, há passeios inacabados, um só contentor do lixo para toda a gente e prédios inacabados que são ocupados por jovens que atiram pedras e vandalizam carros e casas próximas. Até já houve ocupações ilegais de apartamentos que, estando prontos, não estavam vendidos.
“Uma vergonha” de sítio para viver, queixa-se Ana Luz, que representa as duas centenas de moradores da urbanização, que estão a finalizar a constituição como comissão para reclamar mais intervenções no local que dignifiquem quem ali vive.
Na última sessão da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira, realizada precisamente em Vialonga, Ana Luz alertou os políticos para o facto de nada estar a ser feito no local. “Em 11 anos que vivo ali nunca tivemos qualquer apoio da câmara nesta urbanização. Está ao completo abandono. Já tivemos moradores a ocupar ilegalmente as casas. Arremesso de pedras e vandalismo. A GNR é constantemente chamada e já temos dois processos a correr em tribunal contra a massa insolvente”, critica.
O descontentamento dos moradores é maior porque de há dois anos para cá começaram a pagar Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). “Só eu pago 300 euros por ano, mas há quem pague mais. Se todas as pessoas da urbanização pagarem isso dá um encaixe superior a 90 mil euros para a câmara. O que está a ser feito a esse dinheiro e porque não é investido na urbanização?”, questiona.

Câmara reuniu com moradores
Depois do alerta, o presidente do município, Alberto Mesquita (PS), já se reuniu no local com os moradores na tentativa de encontrar soluções rápidas para resolver alguns dos problemas. Mas outras soluções, como murar os prédios inacabados, será algo mais difícil.
“Não vale a pena dizer que vamos resolver tudo, temos de ser rigorosos naquilo que dizemos. Se não houver problemas no subsolo vou dar instruções aos serviços para se avançar com a colocação de uma ilha ecológica no local. Dos prédios não sabemos bem como resolver. Já solicitámos várias vezes ao administrador de insolvência da C4 para, no mínimo, tapar todos os vãos daqueles prédios. Em última análise a câmara pode fazê-lo mas não sei quando é que será ressarcida desse investimento”, explica.
O autarca admite que a câmara “se calhar” se esqueceu daquela urbanização, “porque isso às vezes acontece”. Mas prometeu “avaliar” o que é preciso fazer e garantiu que vão ser trabalhadas soluções rápidas para alguns dos problemas.

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