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Abolir as touradas é não respeitar a liberdade e pluralidade de pensamento
Homenagem ao campino foi o ponto alto do Colete Encarnado

Abolir as touradas é não respeitar a liberdade e pluralidade de pensamento

Presidente da Câmara de Vila Franca de Xira teceu discurso crítico nas festas do Colete Encarnado. Vila Franca de Xira vai continuar “vigilante” para impedir que as tradições seculares ligadas à tauromaquia acabem por decreto. A promessa foi deixada pelo presidente do município durante as festas do Colete Encarnado.

Edição de 12.07.2018 | Sociedade

A discussão na Assembleia da República de uma proposta visando o fim das corridas de toiros em Portugal é algo que não respeita “os princípios básicos da liberdade e da pluralidade de pensamento” e que não tem em conta as tradições e culturas profundamente enraizadas nas diferentes regiões do país. A crítica foi deixada pelo presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Alberto Mesquita (PS), durante o tradicional discurso na homenagem ao campino nas festas do Colete Encarnado, que se realizaram no fim-de-semana de 6 a 8 de Julho.
“A tauromaquia é feita das mais diversas manifestações e tem um património muito rico, vasto e singular da nossa cultura popular. O risco de perdermos as características que nos definem é cada vez maior. Felizmente, e esperamos que assim continue, imperou o bom senso e este projecto de lei [de abolição de touradas em Portugal] foi rejeitado. A grande maioria dos nossos deputados votou contra, mostrando o seu respeito pela diversidade cultural, pelas pessoas e pelas suas tradições. Mas temos que estar conscientes que esta é uma matéria que continuará a ser colocada em agenda”, criticou o autarca.
Perante centenas de pessoas que assistiram ao evento principal da festa, Alberto Mesquita prometeu que Vila Franca de Xira “continuará vigilante” e manterá “uma posição muito firme” na defesa da realização de corridas de toiros e de outros espectáculos tauromáquicos em todo o país, “sem qualquer excepção”. Perante um estrondoso aplauso, o autarca gritou ainda que o concelho se baterá “sempre” pela defesa da festa brava, “porque jamais aceitaremos que nos impeçam, por decreto, de sermos aquilo que somos”.
A cerimónia foi plena de emoção para o campino homenageado desta edição, Joaquim Lopes da Silva, que recebeu o pampilho de honra com o nome de Joaquim Isidro dos Santos. Houve também uma pequena homenagem a José Pereira Palha, falecido no último ano, bem como ao ganadeiro Mário Vinhas, da Ganadaria Mário e Herdeiros de Manuel Vinhas. O desfile pelas ruas da cidade voltou a contar com a banda do Ateneu Vilafranquense, amazonas, cavaleiros, tertúlias e muitos visitantes.

Abolir as touradas é não respeitar a liberdade e pluralidade de pensamento

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