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Aficionados preferem homens a tourear e têm um fascínio pelos forcados
Segunda corrida de O MIRANTE no Campo Pequeno contou com uma praça praticamente cheia

Aficionados preferem homens a tourear e têm um fascínio pelos forcados

Os forcados amadores são quem mais fascina os espectadores de uma tourada. Durante a II Corrida O MIRANTE, no Campo Pequeno, os jornalistas falaram com inúmeros espectadores e a grande maioria confessou que, se tivesse optado por uma carreira na área da tauromaquia, teria escolhido ser forcado. Quanto à participação de mulheres nas touradas, nomeadamente como cavaleiras, ninguém é contra mas quase todos preferem ver homens a tourear.

Edição de 27.07.2018 | Sociedade

Quando, no decorrer de uma tourada, como a de 19 de Julho no Campo Pequeno, se pergunta a quem assiste qual era o papel que gostaria de desempenhar se em vez de espectador fosse interveniente, podem surgir respostas surpreendentes como a de Margarida Ribeiro, proprietária da Creche Fraldas Fora, em Santarém. “Gosto de touradas mas como seria incapaz de entrar na arena, gostava de ser Directora de Corrida. Pelo menos via o espectáculo de um lugar privilegiado”.
Margarida Ribeiro não é a única a ter aquela opção. Também Paulo Madeira, da Gigapeças - Comércio de acessórios auto, gostava de estar num lugar com uma visão privilegiada da arena. “Se pudesse ser uma figura do toureio eu seria o inteligente, ou seja, o Director da Corrida. Podia estar sempre ali sentado e ver tudo à vontade”, explica.
Os dois são das poucas excepções à vontade que a maioria expressa de poder pegar toiros de caras como fazem os elementos dos grupos de forcados. E se há quem confesse que lhe falta coragem para saltar para uma arena para enfrentar, de mãos nuas, uma fera com mais de quatrocentos quilos lançada em corrida, como o presidente da Câmara Municipal do Cartaxo, Pedro Magalhães Ribeiro, ou o vice-presidente de Almeirim, Paulo Caetano, também há quem, com humor, assuma uma pretensa valentia.
“Sendo Ribatejano, é claro que gostaria de ser forcado e por vezes sinto que passei ao lado de uma grande carreira. Porque, com certeza, se eu tivesse enveredado por aquela actividade teria sido um brilhante forcado como o são os elementos dos Forcados Amadores de Coruche”, diz a sorrir o presidente da Câmara Municipal de Coruche, Francisco Oliveira.
Se o presidente da Câmara de Coruche queria pertencer ao grupo de forcados da sua terra, o habitual bairrismo leva o presidente de Vila Franca de Xira a declarar que preferia pertencer aos forcados amadores da sua terra.
“Aprecio a tourada no seu todo, mas tenho uma particular predilecção pelos forcados. Gostaria que hoje actuassem os forcados de Vila Franca de Xira (os grupos que actuaram foram os Amadores da Chamusca, Ribatejo e Cascais). É deles que eu mais gosto e considero que são dos melhores forcados do nosso país. Tenho uma grande consideração pela bravura, pela sua capacidade e pela sua arte em pegar toiros”, declarou Alberto Mesquita.

A arte de bem cavalgar em toda a sela
José Mira Potes, presidente eleito do Instituto Politécnico de Santarém, que foi à Corrida de O MIRANTE acompanhado pela filha, Carolina Potes, confessa que sempre teve um fascínio por cavalos e que quando vê uma tourada fica encantado com a forma como os cavalos são enfeitados, a sua elegância e porte e as habilidades que fazem. “Sempre gostei de cavalos. Era um miúdo pequeno e já me metia em cima do cavalo. Sempre foi uma adoração”, confidencia.
O empresário do ramo automóvel, Marco Barreira, residente no Forte da Casa, assistiu a uma tourada ao vivo pela primeira vez e confirmou a admiração que já tinha pelos cavalos e cavaleiros. “Foi a primeira vez que assisti a uma tourada ao vivo. Na televisão parece mais fácil do que visto daqui da bancada. É muito emocionante a forma como os cavaleiros lidam com as investidas dos toiros. E os cavalos fazem coisas incríveis. Se eu pudesse ser uma figura da tauromaquia, optava por ser cavaleiro”, refere.
Luís Silva, vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Novas, diz que, se pudesse participar como artista numa tourada, o seu coração puxava-o para o lado dos forcados mas confessa que tendo no seu currículo de aficionado tantas e tão variadas corridas, é forçado a reconhecer que no espectáculo tauromáquico, “(...) os cavaleiros tauromáquicos são uma grande referência”.

Aficionados preferem homens a tourear e têm um fascínio pelos forcados

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