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O momento em que os forcados ficam a saber se vão pegar ou se ficam a ver

Edição de 27.07.2018 | Sociedade

Pelas sete da tarde chegam os primeiros forcados do Grupo dos Amadores da Chamusca. Esperam à porta do hotel que tem vista privilegiada para o Mosteiro dos Jerónimos. É ali que se vão fardar para a corrida.
Após a chegada do Cabo do grupo, Nuno Marecos, entram todos no hotel e dirigem-se a uma sala junto ao bar onde estão algumas sandes, croissants e sumos. Antes da corrida a comida é leve para não encher o estômago. Os elementos deste grupo não ingerem álcool no dia da corrida nem na véspera. Depois da Corrida irão jantar e quem quiser já pode beber.
Nuno Marecos conta que, como é habitual, assistiu ao sorteio dos toiros por volta das cinco da tarde. Confessa que tem grande expectativa em relação ao segundo toiro da noite, que irá ser pegado pelo seu grupo. Horas depois as suas expectativas são confirmadas. Proporcionou uma boa pega ao forcado Bernardo Borges e foi considerado o melhor toiro da noite, fazendo com que o ganadeiro Pinto Barreiros tivesse sido chamado pelo cavaleiro Filipe Gonçalves, para dar a volta à arena com ele e com o forcado, para assinalar a bravura do animal.
É depois de assistir ao sorteio dos toiros que o cabo decide quem são os forcados que se irão fardar para pegar nessa noite. Num bloco de apontamentos vai escrevendo os nomes. Do grupo de vinte que se apresentaram, só são escolhidos dezasseis.
A escolha não é fácil e o cabo do grupo admite que para uma corrida tão importante, na principal praça de toiros do país, vai levar os que, naquela altura e face ao que viu dos toiros, lhe dão mais garantias de que as pegas vão ser um sucesso.
Na véspera fez trabalho de casa e visionou alguns vídeos de corridas com toiros da ganadaria Pinto Barreiros para ter ainda mais informação que lhe permitisse tomar decisões.
Pouco depois das oito da noite sobem todos para o quarto 116, no primeiro andar do hotel. Uns sentam-se na cama, outros no pequeno sofá e os restantes ficam em pé. Aguardam que o cabo do grupo fale e dê indicações. Faz-se silêncio na altura do anúncio dos escolhidos.
O cabo fala da importância e da responsabilidade acrescida por actuarem no Campo Pequeno, com bons toiros e por estarem também a participar num concurso de pegas. Nuno Marecos pede-lhes também que não defraudem as expectativas das gentes da Chamusca e das pessoas que vieram vê-los e aplaudi-los. Só depois do discurso é que são anunciados os escolhidos que começam de imediato a fardar-se. Os que ficaram de fora, incentivam os companheiros. A unidade do grupo é visível.

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